Polícia do RJ “neutraliza” chefe do TCP na Maré
Edmilson Marques de Oliveira, o Cria, é do Terceiro Comando Puro, facção rival do Comando Vermelho
A Polícia Civil do Rio de Janeiro afirmou nesta sexta-feira, 26, ter ‘neutralizado’ o traficante Edmilson Marques de Oliveira, o Cria, um dos chefes do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo da Maré, na zona norte da capital fluminense.
“Polícia Civil RJ neutraliza ‘Cria’ – liderança de facção criminosa no Complexo da Maré – durante operação na localidade. Ele era um dos mais sanguinários e perigosos narcoterroristas do Rio. Ação emergencial tinha como objetivo evitar ataque de narcoterroristas a uma comunidade rival”, disse a corporação no X.
Em entrevista coletiva, o secretário estadual de Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que Cria “era um narcoterrorista sanguinário, responsável por dezenas de homicídios no Complexo da Maré”.
“Ele era perigoso e muito desconfiado. Se ele desconfiasse da pessoa, ele mesmo matava”, acrescentou.
“Era o homem da guerra, que planejava as invasões e fornecia armamentos”, completou.
Operação emergencial
Cria foi eliminado em uma operação “emergencial” da Polícia Civil no Complexo da Maré devido a uma “movimentação atípica” de criminosos do TCP no local.
Comandada durante anos pelo TCP, a Maré foi tomada em 2025 pelo Comando Vermelho.
“Estávamos fazendo um monitoramento de inteligência há cerca de 2 meses. Percebemos uma movimentação atípica de vários marginais no complexo da Maré e estavam fazendo uma movimentação para tentar retomar o Morro dos Macacos (em Vila Isabel), que foi ocupado agora pelo Comando Vermelho”, afirmou o secretário de Polícia Civil.
Cria assumiu o comando da comunidade após a morte de Thiago da Silva Folly, o TH, em maio de 2025.
Assim que os agentes de segurança pública do Rio de Janeiro chegaram ao Complexo da Maré, houve intensos tiroteios.
Impactos
A Linha Amarela foi interditada preventivamente durante a manhã.
A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que uma unidade de Atenção Primária precisou interromper o funcionamento para manter a segurança de profissionais e pacientes.
Alunos e funcionários da Escola Municipal Vereadora Marielle Franco também tiveram que se proteger dos disparos.
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