Crusoé: As frases de Barroso que marcaram sua Presidência no STF
Magistrado defendeu encontros com empresários, penduricalhos e os altos custos do Judiciário
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso (foto), exerceu a Presidência da Corte entre 28 de setembro de 2023 e 25 de setembro de 2025.
A partir de segunda, 29, a Presidência será ocupada por Edson Fachin.
Crusoé selecionou algumas frases que resumem o que foi a presidência de Barroso.
“Temos o novo departamento STF Fashion. Nós lançamos uma gravata do Supremo Tribunal Federal, que todos nós estamos utilizando. Para as mulheres, um lenço belíssimo, como o que está com a ministra Cármen Lúcia. A razão real para isso é que nós recebemos muitas visitas ou visitamos lugares em que as pessoas nos dão presentes. Portanto, foi uma forma gentil que nós encontramos de retribuir os eventuais presentes que recebemos com uma gravata que tem o símbolo do Supremo Tribunal Federal. Modéstia à parte, ficou muito bonitinho.” (em fevereiro de 2025)
“O meu comentário indignado é que a gente fez um jantar para arrecadar fundos para o programa, e a matéria diz que eu me reuni com empresários a pretexto de arrecadar fundos. Então está bom. A incultura é um problema difícil de sanar no Brasil.” (em maio de 2025, sobre cantoria com empresários)
“Há penduricalhos que são inaceitáveis e devem ser questionados judicialmente. Mas há situações legítimas.” (em entrevista para a GloboNews, em fevereiro de 2025.
“No Brasil, não existe censura.” (em setembro de 2025)
“O processo civilizatório existe para reprimir o mal e potencializar o bem.” (no plenário, em agosto de 2025)
“Faz-se aqui o reconhecimento ao relator das diversas ações penais, ministro Alexandre de Moraes, que com inexcedível empenho, bravura e custos pessoais elevados conduziu as apurações dos processos relacionados aos fatos acima descritos.” (em agosto de 2025, no plenário)
“O Supremo Tribunal Federal é o tribunal mais produtivo do mundo.” (artigo no Estadão, janeiro de 2025)
“Os editoriais [do jornal Estadão] procuram dar especial ênfase a pesquisas de opinião com porcentuais negativos. Tais pesquisas revelam, no máximo, o que um grupo de pessoas pensa, e não o que é a verdade. Quando o Supremo determina a desintrusão de 5 mil garimpeiros de uma terra que possuía mil indígenas, uma pesquisa na região revelaria grande impopularidade do tribunal. Popularidade e legitimidade são coisas completamente diferentes. A propósito, nenhum ministro do STF recebe remuneração acima do teto constitucional.” (artigo no Estadão, janeiro de 2025)
“O custo do Judiciário é lembrado com frequência, e o Judiciário de fato tem um custo relevante…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Liana
26.09.2025 17:56E um dia depois de se despedir, já estava dando entrevistas. Está lista vai aumentar muito.
ROGERIO BANDEIRA DE GOUVEA MACHADO
26.09.2025 11:31Esqueceu do perdeu Mane