EUA: prefeito muçulmano se recusa a pedir desculpas após dizer a pastor que ele “não é bem-vindo” na cidade
Sessão do conselho municipal em Dearborn, Michigan, teve cobrança por retratação e repúdio a grupos terroristas
O prefeito muçulmano de Dearborn, no estado de Michigan, recusou-se a pedir desculpas na terça, 23, durante reunião do conselho municipal. Ele foi pressionado a se retratar por ter dito a um pastor cristão que ele “não é bem-vindo aqui” e que faria “um desfile” quando ele deixasse a cidade.
O caso ganhou repercussão nacional nos Estados Unidos depois de ter sido gravado em 9 de setembro, quando o pastor Ted Barham questionou uma homenagem pública ao editor Osama Siblani.
O prefeito respondeu chamando-o de “islamofóbico” e disse que ele não era bem-vindo na cidade.
Na sessão mais recente, Barham voltou a discursar.
Ele repetiu que não pretende processar o prefeito, apesar de pedidos de apoiadores.
Afirmou que sua mensagem é de reconciliação e chegou a propor que o prefeito se juntasse a ele num “chamado cristão à oração” em países onde há chamada muçulmana por alto-falante.
Moradores usaram a tribuna para cobrar uma condenação explícita, pelo nome, ao Hamas e ao Hezbollah.
Um deles afirmou estar chocado por o prefeito ter participado de evento em que Siblani elogiou Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah.
Outro perguntou se a lealdade do prefeito era aos Estados Unidos ou ao grupo terrorista.
Pastores locais também manifestaram apoio a Barham, destacando sua longa atuação na cidade.
O engenheiro Nagi Almudhegi, de origem árabe e adversário do prefeito nas eleições de novembro, disse em entrevista que o comentário foi “errado e inadequado”.
Para ele, a fala alimenta a percepção equivocada de que cristãos não são aceitos em Dearborn.
Ao falar na sessão, o prefeito não se desculpou nem citou nominalmente os grupos cobrados.
Disse apenas que Dearborn “representa o melhor da América” e que moradores de todas as fés convivem pacificamente.
Declarou ainda que há décadas tentam dividir a cidade, mas que os habitantes sempre se uniram para rejeitar o ódio.
A eleição de novembro terá apenas dois nomes na cédula: o atual prefeito e Almudhegi.
O episódio deve dominar a disputa. Até a noite de quarta, 24, o gabinete do prefeito não havia respondido a novos pedidos de comentário da imprensa americana.
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