Justiça boliviana decreta prisão domiciliar para ‘Czar antidrogas’ de Morales
Felipe Cáceres é investigado por suspeita de ligação com laboratório de cocaína
A Justiça boliviana determinou nesta quinta, 25, a prisão domiciliar para Felipe Cáceres, ex-vice-ministro de Defesa Social e Substâncias Controladas do governo de Evo Moraes.
O ‘Czar antidrogas’ de Evo Morales havia sido preso na terça, 25, próximo a um laboratório de cristalização de cocaína, localizado na região central do país.
O juiz Vicente Ayzama autorizou que o ex-funcionário do alto escalão do governo Morales cumpra a detenção em casa, mas com permissão para deixar o país no exercício de atividades profissionais.
Segundo o promotor de Cochabamba, Osvaldo Tejerina, o Ministério Público abriu uma investigação sobre a suposta fabricação de substâncias controladas e a possível ligação de Cáceres com o laboratório apreendido.
A acusação sustenta que o laboratório, encontrado a cerca de 600 metros de uma fábrica de areia, tenha relação com o ex-ministro de Morales.
“Em nenhum momento se afirmou que ele é o proprietário deste laboratório. O que se identificou (…) é que este laboratório está localizado na propriedade do Sr. Cáceres, razão pela qual o Ministério Público ordenou sua prisão”, disse o ministro Roberto Ríos.
O caso ganhou ainda mais notoriedade por se tratar de um ex-funcionário do governo boliviano que justamente liderava operações antidrogas.
Cáceres nega todas as acusações.
Fim do MAS?
O senador Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão (PDC), e o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, da coalizão Aliança Livre, irão disputar o segundo turno da eleição presidencial da Bolívia.
Paz recebeu 32,14% dos votos, ante 26,81% de Quiroga.
Samuel Doria Medina, da aliança Unidade, ficou em terceiro, com 19,86%, seguido por Andrónico Rodríguez, com 8,22%; Manfred Reyes Villa, 6,62%; Eduardo Del Castillo, 3,16%; Jhonny Fernández, 1,62%; e Pavel Aracena, 1,45%.
O pleito está marcado para 19 de outubro.
Pela primeira vez em 20 anos, um candidato de uma frente diferente do Movimento ao Socialismo (MAS) será eleito presidente da Bolívia, confirmando o esgotamento da esquerda no país apontado por Crusoé.
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