“Lealdade à Pátria”, diz AGU sobre gestão de Barroso no STF
Jorge Messias destacou "humanismo" de Luís Roberto Barroso, durante última sessão como presidente do Supremo
O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, exaltou nesta quinta-feira, 25, a gestão do ministro Roberto Barroso à frente do Supremo Tribunal Federal (STF), durante sua última sessão como presidente da Corte.
Segundo Messias, foi preciso “lealdade à Pátria” a Barroso para comandar o Supremo nos últimos dois anos.
“Só a coragem não era suficiente. Foi necessário a lealdade à Pátria. Que só os verdadeiros patriotas puderam demonstrar nesse período“, disse.
O AGU agradeceu Barroso por ter “liderado o Judiciário com coragem” e destacou o “humanismo” do presidente do STF.
“A minha palavra é breve, presidente Barroso, e ela vem do coração. E de forma muito sintética, pode-se definir como gratidão. Como brasileiro, como advogado, como servidor público, venho expressar minha gratidão pelos dois anos de sua gestão à frente desta Suprema Corte.
Não foram tempos fáceis. Foram dias difíceis, sou testemunha, ministro Cristiano Zanin, que, nesses dois anos, nós talvez, na República recente, tivemos o período mais desafiador.
E que nossas instituições, ministro Alexandre [de Moraes], foram testadas à exaustão. E elas foram testadas em diversas formas, em diversas dimensões. Existe uma questão central, que tomou todo o período de gestão de Vossa Excelência.”
O ‘equilibrista’ Barroso
Em sua última sessão como presidente do STF, Barroso valorizou o papel da Corte na defesa da Constituição Federal e da “democracia“.
“Tenho muito orgulho de ter divido com todos a aventura de defender a Constituição Federal, a democracia e a justiça nesse país complexo”, afirmou.
“Há complexidades e problemas nesse modelo que reserva para o Supremo Tribunal Federal esse papel. Porém, cabe enfatizar, com todas essas circunstâncias, esse é o arranjo institucional que nos proporcionou 37 anos de democracia e estabilidade institucional sob a Constituição de 1988”, continuou o presidente do STF.
Barroso exaltou a importância da “pacificação” do país, mas ressaltou que isso não significa renunciar às próprias “convicções”.
“Nós estamos precisando viver um novo tempo de recomeço. Um tempo de esperanças no Brasil e conseguimos finalmente essa pacificação que todo mundo deseja. Pacificação não significa as pessoas abrirem mão de suas convicções, de seus pontos de vista, de sua ideologia. Pacificação tem a ver só com civilidade. Tem a ver com a capacidade de respeitar o outro na sua diferença .”
Fachin e Moraes
Fachin foi eleito o novo presidente do STF.
Ele é o atual vice-presidente da Corte e, por critério de antiguidade, o ministro mais antigo que não presidiu o Supremo assume o cargo.
Fachin sucederá o ministro Luís Roberto Barroso na presidência do Supremo, que encerrará o mandato de dois anos.
“Quero expressar a confiança que é depositada em mim e no ministro Alexandre, a honra de integrar essa corte e a eleição como sabemos aqui tem um efeito simbólico, e é como uma corrida de revezamento. O bastão agora chegou aqui e o recebo com um sentido de missão e a consciência de que tenho um dever a cumprir”, disse o novo presidente da Corte.
O vice-presidente será o ministro Alexandre de Moraes.
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Comentários (2)
Annie
25.09.2025 18:11O legado do Barroso não será o que ele pretendia de defensor da democracia
MARCEL SILVIO HIRSCH
25.09.2025 18:01Curioso que não vi coragem, lealdade à Pátria e nem humanismo neste indivíduo, que ao meu ver, se dedicou a minar com avidez todas as oportunidades para se fazer Justiça aos aposentados na Revisão da Vida Toda. Talvez ele tenha sido ofuscado pela vista de seu apartamento em Miami.