Cinco vezes em que Jimmy Kimmel não se incomodou ou apoiou cancelamentos
Levantamento listou casos em que o ativista e apresentador apoiou punições ou se calou diante de demissões motivadas por opiniões
Um levantamento publicado na quarta, 24, aponta cinco ocasiões em que Jimmy Kimmel aceitou ou celebrou punições a terceiros por suas falas.
O compilado foi feito por Jarrett Stepman, do The Daily Signal, após a suspensão do apresentador pela ABC por comentário envolvendo o assassinato de Charlie Kirk.
No monólogo de retorno, Kimmel disse apoiar a liberdade de expressão, relatou receber ameaças e agradeceu a conservadores que defenderam sua permanência.
Segundo Stepman, ele não se retratou diretamente sobre a frase que motivou a punição.
O primeiro caso citado envolve Megyn Kelly.
Em 2018, a jornalista perdeu o programa na NBC após dizer, em debate sobre fantasias de Halloween, que quando criança via o blackface como aceitável.
Kimmel, que já usou blackface em esquetes do seu antigo “The Man Show”, não saiu em defesa de Kelly.
O segundo caso é o de Roseanne Barr, ex-colega de emissora dele.
Também em 2018, a ABC encerrou a volta de “Roseanne” após a comediante ironizar Valerie Jarrett. Barr pediu desculpas em seguida. De acordo com Stepman, Kimmel fez piadas com o cancelamento, pediu “compaixão” e associou a colega a questões de saúde mental, sem contestar a demissão.
O terceiro item trata do banimento de Donald Trump de grandes plataformas digitais ao fim de seu mandato.
Kimmel comemorou as medidas e riu dos apoiadores do presidente. Em vídeo, também ridicularizou usuários do Parler.
O quarto caso é a saída de Tucker Carlson da Fox News, em 2023.
Kimmel disse ao público que se tratava de um “choque agradável” e usou termos duros para se referir ao ex-âncora da concorrente e líder de audiência.
O quinto episódio aborda demissões ligadas a políticas de vacinação contra a Covid-19 na ABC.
Dicky Barrett, então locutor do “Jimmy Kimmel Live!”, deixou a emissora após recusar a vacina.
Em monólogo, Kimmel sugeriu em tom de piada que não vacinados fossem recusados em hospitais, além de não defender colegas atingidos pelas regras.
Stepman sustenta que a defesa atual de Kimmel à liberdade de expressão contrasta com sua postura em casos anteriores.
O autor também registra críticas públicas de perfis como o do jornalista Mark Hemingway e da apresentadora Megyn Kelly, que apontaram duplo padrão moral nas reações do comediante.
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