Ataque russo mata 3 na Ucrânia às vésperas da Assembleia-Geral da ONU
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky cobrou dos líderes mundiais "sanções severas, forte pressão política e responsabilização pela guerra da Rússia"
Um ataque russo com bombas guiadas matou pelo menos três pessoas entre a noite de domingo, 21, e a madrugada de segunda-feira, 22, na cidade de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, às vésperas do início da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York.
Discursos começam na terça, 23, com o presidente Lula (PT).
Segundo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, 15 prédios de apartamentos e dez casas foram danificados no bombardeio.
Além de Zaporizhzhia, as regiões de Donetsk, Dnipro, Sumy, Kiev, Kharkiv e Kherson também foram alvo de ataques de drones.
“Os esforços de resgate e remoção dos escombros continuam após o ataque russo a Zaporizhzhia — bombas aéreas guiadas atingiram infraestrutura civil e residências comuns. Quinze prédios de apartamentos e dez casas particulares foram danificados. Até o momento, três pessoas foram confirmadas mortas. Minhas condolências às suas famílias e entes queridos”, escreveu o presidente ucraniano no X.
“As regiões de Donetsk, Dnipro, Sumy, Kiev, Kharkiv e Kherson também foram alvo de ataques de drones durante a noite. Mais de 140 drones foram lançados no total, alguns deles ‘shaheds’. Em Sumy, uma fábrica de pães, uma escola e um jardim de infância foram danificados. Uma pessoa ficou ferida. Também houve destruição em uma escola regular em Malotaranivka, na região de Donetsk. Sempre que necessário, nossas equipes de resposta estão operando em terra”, continuou.
Sanções e pressão política
Zelensky cobrou dos líderes mundiais reunidos na ONU “sanções severas, forte pressão política e responsabilização pela guerra da Rússia”.
“A Assembleia-Geral da ONU está agora efetivamente iniciando seus trabalhos, com líderes reunidos em Nova York. E é pela quarta vez consecutiva que a Rússia acompanha um dos eventos diplomáticos anuais de mais alto nível do mundo com assassinatos. É precisamente por isso que é tão importante que esta semana diplomática seja produtiva. É preciso agir para que assassinatos e guerras não se tornem rotina. É necessária uma pressão real e poderosa sobre a Rússia; novas medidas conjuntas de todos no mundo que acreditam que o direito internacional deve funcionar novamente. Europa, Estados Unidos, países do G7 e do G20 — todos que têm influência real sobre a Rússia. Sanções severas, forte pressão política e responsabilização pela guerra da Rússia — tudo isso é necessário. Tudo isso virá. Agradeço a todos que estão ajudando”, afirmou.
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