Luciano Hang confirma doação a Zambelli: “Me comoveu o vídeo da deputada”
Relatório da Polícia Federal detalha transferências financeiras recebidas pela parlamentar enquanto estava foragida
O empresário Luciano Hang (foto), dono da rede Havan, confirmou ter realizado uma doação via Pix para a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Segundo disse, o pagamento de R$ 5 mil foi feito em 20 de maio, antes de Zambelli deixar o Brasil, e tinha o objetivo de ajudar nas despesas com advogados.
“Realmente me comoveu o vídeo da deputada. Principalmente, quando ela disse que seu pai teve que vender o carro para ajudá-la a pagar advogados. Tenho empatia pelas pessoas e me coloquei no lugar dela e da família dela. Não gosto de ver ninguém sofrendo, sofro junto”, afirmou o empresário ao Metrópoles.
Ele acrescentou:
“Fiz o pix dia 20, depois que vi o vídeo, e bem antes de ela sair do país. Adoro ajudar pessoas. Gasto milhões por ano ajudando desde pessoas físicas a entidades. Ajudar enche o nosso coração de alegria”, acrescentou.
A doação foi registrada durante uma análise da Polícia Federal nas contas de Zambelli. O relatório, enviado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indica Hang como o maior financiador da deputada durante o período em que ela esteve foragida.
O levantamento da PF também identificou transferências feitas por Zambelli entre suas próprias contas. Entre 8 e 24 de maio, ela moveu R$ 339 mil do Banco Itaú Unibanco para a Caixa Econômica Federal. Após o início da vaquinha virtual aberta para arrecadação de recursos, outros R$ 336 mil foram transferidos entre contas em seu nome.
Além de Hang, outros doadores identificados pela PF incluem a empresa LCG Paschoalino Ltda., que transferiu recursos em 27 de maio, e o empresário e artista plástico Marcos Adolfo Tadeu Senamo Amaro, que realizou doação em 3 de junho.
PF não vê coação contra STF
O relatório da PF concluiu que Zambelli não atuou diretamente na Itália para coagir ministros do STF nos processos em que foi condenada.
“Portanto, embora a intenção de frustrar a aplicação da lei penal tenha sido verbalizada, o comportamento de Carla Zambelli, salvo melhor juízo, não ultrapassou o campo da retórica, inexistindo prova de efetivo êxito na adoção de expedientes, contatos, articulações ou providências aptos a comprometer o regular andamento de ação penal”, diz trecho do documento assinado pela delegada Verônica Snoeck Salles e encaminhado para o ministro Alexandre de Moraes.
O inquérito foi instaurado por ordem de Moraes em 5 de junho, após a deputada deixar o Brasil e afirmar publicamente que a decisão foi tomada para evitar uma possível prisão.
Zambelli foi presa em Roma em 29 de julho. Ela estava foragida após ter sido condenada pelo STF por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos.
Leia mais: Senadores visitam Zambelli em prisão na Itália: “Sentimos a dor dela”
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Comentários (3)
Roberval
22.09.2025 11:52E ainda tem quem idolatra o Moraes. Ele vai além do limite. Falta empatia! O s t f em sua bolha de luxo, não vê o dia a dia dos brasileiros. As 45 mil mortes violentas p ano, ruas, bairros, cidades e estados situados pelo crime organizado e desorganizado? Falcatruas que aparecem em minutos/ horas, por todo lado...?
LuÃs Silviano Marka
21.09.2025 13:33É por isso que todos deveriam usar bitcoin, tornando impossível que governos autoritários, corruptos, incompetentes, ineficazes e ineficientes se intrometam no que as pessoas fazem com seu próprio dinheiro.
Ernesto Herbert Levy
21.09.2025 12:01É ilegal doar? A quem interessa o vazamento de transações bancárias? Isso é defesa da democracia? Perguntas não retóricas.