Crusoé: As primeiras impressões de Bolsonaro sobre o PL da Anistia
O ex-presidente demonstrou sentimentos conflitantes em relação ao PL da Anistia, cuja urgência foi aprovada nesta semana
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstrou sentimentos conflitantes em relação ao PL da Anistia, cuja urgência foi aprovada nesta semana. A aliados que o visitaram desde quarta-feira, o ex-mandatário afirmou que, por um lado, surpreendeu o número de parlamentares que votaram a favor da urgência; por outro, ele se demonstrou cético em relação a uma proposta que garanta anistia ampla e irrestrita a ele e aos réus do 8 de janeiro.
A urgência do PL da anistia foi aprovada na noite de quarta-feira última. O texto usado foi um apresentado pelo ex-prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). Nesta quinta, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) indicou o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) como o relator da proposta. Menos de um dia após ter sido designado relator, Paulinho declarou que o PL da Anistia não é mais da ‘anistia’ e sim da “dosimetria de penas”, ou seja, servirá apenas para reduzir a punição dos envolvidos na chamada ação penal do golpe.
Segundo aliados do ex-presidente, ele ficou contente com o número de votos obtidos pela anistia: 311. Jair Bolsonaro acompanhou a sessão de casa, da televisão, ao lado de Michelle Bolsonaro. “Pelo tema dessa complexidade, foi um ótimo indicativo”, disse Bolsonaro, segundo um importante aliado do ex-presidente que esteve com ele nesta semana.
Sobre o mérito da proposta, Bolsonaro afirmou a pessoas próximas que precisa entender o teor da proposta. O ex-presidente pediu cautela antes de qualquer manifestação mais incisiva. Após Paulinho da Força afirmar que não vai atuar pela anistia ampla e irrestrita, a bancada bolsonarista passou a defender oficialmente o boicote da proposta.
“Ele reconheceu que é preciso se construir um bom texto e que esse será um longo trabalho”, declarou um outro aliado a Crusoé que esteve com Bolsonaro nesta semana. “O [ex]presidente ressaltou que só quem pode falar por ele é a Dona Michele [ex-primeira-dama] e o senador Flávio Bolsonaro”, emendou esse aliado sobre as manifestações de outros correligionários do ex-presidente.
A expectativa é que Jair Bolsonaro discuta detalhes sobre o projeto de Lei da Anistia – ou da dosimetria – na segunda-feira com o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a visita do parlamentar e..
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
19.09.2025 13:26Que absurdo, onde já se viu deixar o ex-presidente ver TV?? até parece que o ditador-mor do Supremo é muito benevolente e que age democraticamente, a perseguição somente começou, e vai atingir muitos parlamentares do Congesso e candidatos da oposição ao próximo governo em 2026.