Dino autoriza inquérito sobre Bolsonaro com base em relatório da CPI da Covid
Comissão foi encerrada em 2021
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou na quarta-feira, 17, a abertura de um novo inquérito sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com base em relatório da CPI da Covid.
A comissão de inquérito foi encerrada em 2021.
No relatório, aprovado em 26 de outubro daquele ano, a CPI pediu o indiciamento do então presidente Jair Bolsonaro e de outras 80 pessoas por supostos crimes relacionados à pandemia.
Segundo o despacho, a Polícia Federal requereu que “haja análise e deliberação acerca do prosseguimento do caso, mediante instauração de inquérito policial e concessão de prazo para realização de diligências a exemplo da oitiva dos envolvidos e outras medidas que se mostrem necessárias.”
“Destaco que a investigação parlamentar apontou indícios de crimes contra a Administração Pública, notadamente em contratos, fraudes em licitações, superfaturamentos, desvio de recursos públicos, assinatura de contratos com empresas de ‘fachada’ para prestação de serviços genéricos ou fictícios, dentre outros ilícitos mencionados no relatório da CPI”, afirmou o ministro no despacho.
“Ante o exposto, acolho o requerimento da Polícia Federal e determino a conversão da presente Pet em Inquérito Policial, fixando prazo inicial de 60 (sessenta) dias para as investigações”, acrescentou.
Quem será investigado
Além de Jair Bolsonaro e seus filhos Eduardo, Flávio e Carlos, Dino autorizou a investigação sobre os parlamentares Osmar Terra (PL-RS), Bia Kicis (PL-DF), Carla Zambelli (PL-SP), Carlos Jordy (PL-RJ), Ricardo Barros (PP-PR).
Também serão investigados alguns ex-integrantes do governo Bolsonaro –Onyx Lorenzoni, Ernesto Araújo, Filipe Martins, Tercio Arnaud Tomaz e Hélio Angotti Neto– os empresários Carlos Wizard e Luciano Hang; o coronel da reserva Hélcio Bruno de Almeida; e os ativistas Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio, Bernardo Kuster, Paulo Eneas, Richard Dyer Pozzer, Leandro Ruschel e Otávio Fakhoury.
Dino fixou um prazo inicial de 60 dias para a investigação.
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Comentários (2)
bea
18.09.2025 18:08Fica aqui minha indignação com o Ministro Flávio Dino em autorizar novo inquérito da CPI da COVID, quando ele próprio, neste mesmo período, era governador do Maranhão e teve problemas com os respiradores, que nunca chegaram lá e não ficou nada esclarecido… não seria melhor ele como juiz se abster deste embrólio????
Fabio B
18.09.2025 11:33Mimimi, maricas, vão chorar até quando, não sou coveiro.