“PEC para proteger bandido”, diz senador Alessandro Vieira
Senador faz duras críticas ao resultado da votação na Câmara e promete articulação para barrar proposta
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) voltou a criticar nesta quarta-feira, 17, a chamada “PEC da Blindagem”, como ficou conhecida a “PEC das Prerrogativas”, criada para proteger parlamentares suspeitos de crimes sob investigação do Supremo.
“O esforço de muitos para passar pano e emplacar narrativas fantasiosas é comovente, mas o fato é que a Câmara aprovou um PEC para proteger bandido, desde que ele seja parlamentar ou presidente de partido. É um absurdo injustificável, que vamos derrotar no Senado”, prometeu o senador.
A referida PEC muda as regras de investigação e processo de deputados e senadores, tornando ainda mais difícil a punição de parlamentares. Após manobra, a Câmara retomou o voto secreto.
Viera já havia criticado – e garantido barrar – a provável aprovação, em sua conta na plataforma X:
“A PEC da Blindagem prova que no Brasil o absurdo virou cotidiano. Sou 1000% contra essa ideia vergonhosa de criar ainda mais barreiras para evitar que políticos sejam investigados e processados. Caso a Câmara aprove mais esse tapa na cara dos brasileiros, vamos barrar no Senado”.
Em entrevista, o senador do MDB foi ainda mais contundente: “Essa PEC é um tapa na cara dos brasileiros. É uma constatação absoluta de que a maioria da Câmara dos Deputados perdeu completamente o respeito pela sociedade. Porque ela é uma PEC feita para defender bandido. Ela não tem nenhuma outra justificativa ou fundamentação. Ela é feita para proteger aquele parlamentar que comete crimes. E a gente tem que fazer o enfrentamento disso. Aqui no Senado faremos, com certeza. Vozes importantes estão se colocando contrárias e eu imagino que a gente vai conseguir, sim, evitar que isso seja aprovado no plenário do Senado”.
O que diz a PEC aprovada?
A PEC que seguirá para análise do Senado prevê que a prisão e os processos criminais contra parlamentares só poderão ocorrer com aval da Câmara e da Casa Alta.
Segundo o texto, desde a expedição do diploma, os membros do Congresso “não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, nem processados criminalmente, sem prévia licença de sua Casa”.
O texto da PEC prossegue: “A deliberação sobre a licença, bem como sobre a prisão em flagrante de crime inafiançável, dar-se-á pelo voto secreto da maioria absoluta dos membros da Casa respectiva, devendo ocorrer em até 90 dias do recebimento da ordem do Supremo Tribunal Federal, no primeiro caso, e após o recebimento dos autos, que serão remetidos à respectiva Casa em até vinte e quatro horas para a resolução sobre a custódia e a autorização para formação de culpa, no segundo caso”.
Ainda de acordo com a proposta, o indeferimento do pedido de licença suspende a prescrição enquanto durar o mandato do congressista.
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Comentários (1)
Fabio B
17.09.2025 19:50O Bolsonarismo além de formado por incapazes e oportunistas consegue ser mais bandido que a esquerda. E o Nikolas, aquela bichinha amada pelo público mais imbecilizado, fez discurso cínico ainda a favor dessa imoralidade.