Recuperação da popularidade de Lula estanca em setembro, aponta Quaest
O petista é aprovado por 46% dos entrevistados e desaprovado por 51%
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 17, aponta que a recuperação da popularidade do presidente Lula (PT) foi interrompida em setembro.
Segundo o levantamento, o petista é aprovado por 46% dos entrevistados e desaprovado por 51%, assim como foi constatado em agosto.
Em ambos os meses, “não sabem/não responderam” foram 3%.
Em julho, Lula era aprovado por 43% e desaprovado por 53%. Em maio, a aprovação do petista era de 40%, enquanto a desaprovação estava em 57%.
Dezembro de 2024 foi o último mês, segundo a Quaest, em que a aprovação do chefe do Executivo era superior à sua desaprovação. Na ocasião, os índices estavam em 52% e 47%, respectivamente.
Avaliação do governo Lula
A recuperação da avaliação do governo Lula também estancou em setembro.
O trabalho do petista é “negativo” para 38% dos entrevistados, “positivo” para 31% e “regular” para 28%.
No mês passado, 39% dos entrevistados avaliavam o governo Lula como “negativo”; 31%, como “positivo”; e 27%, “regular”.
Em julho, o governo era “negativo” para 40%, enquanto 28% diziam ser “positivo”. Outros 28% o classificavam como “regular”.
Economia
A recuperação da popularidade do governo foi interrompida no momento em que a percepção sobre a inflação piorou.
Questionados sobre o preço dos alimentos no mercado, 61% dos entrevistados afirmaram que “subiu”, 20% disseram que ficou “igual” e 18%, que “caiu”.
Em agosto, 60% das pessoas ouvidas pelo instituto disseram que o preço “subiu”, ante 20% que afirmaram ter ficado “igual” e 18%, que “caiu”.
Em julho, os entrevistados que observaram alta nos preços eram 76% e os que viram queda eram 8%.
“Não é coincidência que a recuperação do governo foi interrompida justamente quando a percepção sobre a inflação de alimentos parou de melhorar: 61% continuam vendo preços de alimentos mais caros nos mercados”, disse o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 12 e 14 de setembro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.
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Comentários (1)
Fabio B
17.09.2025 07:33Quando chegar no limite da última compra de votos por benefício para campanha, ele vai soltar o vale picanha.