Repórter causa revolta ao comentar textos de assassino de Charlie Kirk com namorado trans: “comoventes”
Declaração de Matt Gutman gerou revolta, com políticos e usuários pedindo sua demissão após coletiva em Utah
O repórter Matt Gutman, da ABC News, provocou indignação nacional ao classificar como “muito comoventes” as trocas de mensagens de Tyler Robinson, assassino do ativista conservador Charlie Kirk, com o namorado trans.
A fala ocorreu na coletiva de imprensa desta terça, 16, em Utah, quando a promotoria apresentou trechos de conversas recuperadas pela investigação.
Gutman descreveu os textos como “um retrato íntimo” da relação de Robinson com o parceiro, que está em transição de gênero.
Ele destacou expressões como “meu amor” usadas nas mensagens, afirmando que havia uma “dualidade” entre o crime e a forma como o acusado se dirigia ao companheiro. Em transmissão posterior, repetiu que os trechos eram “tocantes”.
As declarações foram feitas enquanto a promotoria do condado confirmava que Robinson, de 22 anos, será julgado por homicídio qualificado e poderá enfrentar a pena de morte.
Segundo os promotores, Robinson não só matou Kirk diante de crianças, como ainda tentou obstruir a investigação, pedindo ao parceiro que apagasse as conversas e não colaborasse com a polícia.
A reação contra Gutman foi imediata.
Usuários e figuras públicas acusaram o jornalista de simpatizar com o assassino de Kirk.
O governador da Flórida, Ron DeSantis, escreveu no X: “Mídia tradicional em toda a sua glória”. A comentarista Meghan McCain questionou: “Todo mundo na ABC está louco?!”. O senador Jim Banks reagiu com “Espera, o quê???”. O apresentador da Fox News Will Cain chamou a cobertura de “fundamentalmente, irremediavelmente absurda”.
Nas últimas 24 horas, a hashtag #FireMattGutman acumulou milhares de interações.
Apenas a postagem de Meghan McCain ultrapassou 33 mil curtidas.
A colunista Karol Markowicz publicou um “Wtaf” (“o que diabos?”, em tradução livre).
Perfis como @drpersuasion criticaram: “Isso não é uma história de amor. É uma tragédia”. Para muitos, a fala do repórter normalizou um crime brutal contra um líder conservador e defensor de valores tradicionais.
Segundo a promotoria, o ataque foi premeditado e será tratado como crime capital.
Robinson permanece preso sem fiança e passou pela primeira audiência nesta terça.
Até o início desta quarta, 17, a ABC News não havia se manifestado oficialmente sobre os pedidos de demissão de seu correspondente.
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