SP: Alesp faz sessão em luto após morte de ex-delegado
Polícia Civil identifica dois suspeitos e pede prisão temporária pelos disparos que mataram Ruy Ferraz Fontes
A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) dedicou a sessão desta quarta, 17, ao luto pelo assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes.
O velório ocorreu na véspera, no Palácio 9 de Julho, na capital. Fontes foi morto em Praia Grande na segunda, 15, após perseguição que terminou em colisão do carro dele com um ônibus. Depois do capotamento, criminosos dispararam mais de 20 tiros contra o ex-delegado, segundo a Polícia Civil.
As autoridades trataram o caso como execução. A Polícia Civil informou ter identificado dois suspeitos. A Justiça já recebeu pedido de prisão temporária.
Um dos investigados tem antecedentes por tráfico e roubo. A apuração é conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Equipes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) reforçam a busca na Baixada Santista. Imagens de câmeras de segurança e veículos apreendidos já estão em análise. Um carro usado pelos criminosos foi encontrado incendiado.
Na Alesp, parlamentares destacaram a trajetória de Fontes no combate ao crime organizado. O corpo foi velado no Hall Monumental do Legislativo, em cerimônia com a presença de familiares, amigos, autoridades e representantes do governo estadual.
Fontes comandou a Polícia Civil entre 2019 e 2022. Depois da aposentadoria, assumiu a secretaria de Administração da Prefeitura de Praia Grande. O Ministério Público de São Paulo informou que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) acompanha as investigações.
A Polícia Civil mantém como principais linhas de apuração uma possível retaliação de facção criminosa e hipóteses ligadas à função de gestor municipal.
As autoridades reforçaram o policiamento em Praia Grande e cidades vizinhas
O governo do estado pediu que testemunhas colaborem com informações que possam levar à prisão dos executores.
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