Trump processa The New York Times em US$ 15 bilhões
Ação foi protocolada na Justiça Federal da Flórida e mira três artigos e o livro “Perdedor Sortudo”
O presidente americano Donald Trump protocolou nesta segunda, 15, uma ação de difamação de US$ 15 bilhões contra o The New York Times, quatro repórteres do jornal e a editora Penguin Random House.
O processo foi apresentado na corte distrital federal do distrito médio da Flórida e lista três artigos e o livro “Perdedor Sortudo” como publicações difamatórias produzidas na campanha de 2024, segundo a Associated Press e a Reuters.
De acordo com o The Washington Post, os repórteres Susanne Craig, Russ Buettner, Peter Baker e Michael S. Schmidt são citados como réus.
O livro “Perdedor Sortudo: Como Donald Trump Desperdiçou a Fortuna do Pai e Criou a Ilusão de Sucesso”, de Craig e Buettner, foi publicado em 2024 pela Penguin e afirma que Trump teria desperdiçado a fortuna herdada.
A petição afirma que os réus publicaram com “conhecimento da falsidade” ou “desprezo temerário” pela verdade e pede reparação por danos à reputação e aos negócios do presidente.
Os advogados de Trump também alegam impacto financeiro, citando queda no preço das ações da Trump Media & Technology Group, de acordo com a Reuters.
Em postagem na rede social Truth Social, o presidente disse que o jornal “mentiu” sobre ele, sua família e o movimento “América Primeiro” e chamou o Times de “porta-voz” de democratas, segundo a Reuters.
O New York Times e a Penguin Random House não responderam de imediato a pedidos de comentário.
A ação contra o Times integra uma sequência de investidas de Trump contra grandes veículos de mídia.
Em julho, ele processou o Wall Street Journal e Rupert Murdoch por US$ 10 bilhões, após reportagem que abordou sua ligação com Jeffrey Epstein, informou a Reuters.
No mesmo mês, a controladora da CBS, a Paramount, concordou em encerrar um processo movido por Trump sobre uma entrevista do programa “60 Minutos”, segundo a agência.
Casos de difamação envolvendo figuras públicas nos Estados Unidos exigem a comprovação de “dolo real”, ou seja, que a publicação sabia ser falsa ou agiu com desprezo temerário pela verdade.
Esse padrão foi fixado pela Suprema Corte no caso New York Times Co. v. Sullivan (1964). A equipe de Trump sustenta que esse critério foi atendido pelos textos e pelo livro citados no processo.
O processo foi distribuído na Justiça Federal da Flórida e seguirá para as respostas preliminares dos réus.
Se não houver acordo, a disputa entra em fase probatória, na qual a defesa do presidente terá de demonstrar prejuízos concretos e o atendimento ao padrão de “dolo real” exigido pela jurisprudência americana.
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Comentários (1)
Rosa
16.09.2025 10:04Trump já dusse uma vez que ficou mais rico com os processos na justica.....