O desconforto causado por Valdemar ao falar sobre trama golpista
"Houve um planejamento de golpe, mas nunca teve o golpe efetivamente", disse o presidente do PL em evento em SP
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, provocou um desconforto entre os aliados de Jair Bolsonaro (PL) ao falar sobre a trama golpista no final de semana.
“Houve um planejamento de golpe, mas nunca teve o golpe efetivamente. Se no Brasil a lei diz o seguinte: ‘Se você planejar um assassinato, planejou tudo, mas não fez nada, não tentou, não é crime’. O golpe não foi crime. O grande problema nosso é que teve aquela bagunça no 8 de janeiro e o Supremo diz que aquilo foi golpe”, afirmou o líder da legenda de Bolsonaro ao participar de um debate com Gilberto Kassab, presidente do PSD, em um evento de luxo do setor equino em Itu, no interior de São Paulo.
“Olha só, que absurdo, camarada com pedaço de pau, um bando de pé de chinelo quebrando lá na frente. Eles classificam, falam que aquilo é golpe. Então a Débora do batom ia ser ministra da Fazenda?”, questionou.
Desconforto bolsonarista
Sem citar Valdemar, a deputada federal Caroline de Toni disse no X que “não houve tentativa de golpe no 8 de janeiro”.
“Não houve golpe em 8 de janeiro.
O que existe é uma narrativa criada para perseguir Bolsonaro e criminalizar a direita.”
“Houve planejamento de golpe? Se sim por quem? Alguém financiou? Não é possível mais ouvirmos e nos calarmos. Chega”, escreveu Fábio Wajngarten, ex-ministro da Secom, no X.
Valdemar tenta se explicar
À Globonews, Valdemar Costa Neto tentou se explicar:
“O que eu quis dizer é que existia uma minuta, todo mundo sabia da minuta, mas nunca se discutiu golpe”, afirmou.
O presidente do PL negou que o partido tenha desistido da anistia, reforçando que seguirá “até o fim” na defesa de Bolsonaro.
Ao Metrópoles, ele disse que falou “com uma condicionante”.
“Se tivesse, imagine que tivesse, vamos supor que tivesse… Foi no campo do imaginário”, afirmou.
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Comentários (1)
Joaquim Arino Durán
15.09.2025 16:59Todos carecas de saber que só não houve o golpe, pela recusa dos comandantes do exército e aeronáutica. O elo de ligação dos mentores do golpe e dos "pés de chinelo", estaria no celular perdido por Anderson Torres na Flórida?