PUC cancela evento de Peninha após vídeo celebrando morte de Charlie Kirk
Após repercussão negativa, escritor Eduardo Bueno afirmou ter cometido “deslizes e excessos”
A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) cancelou a apresentação do escritor e jornalista Eduardo Bueno, o Peninha (foto), prevista para domingo, 14, em Porto Alegre. O evento “Brasil: Pecado Capital” seria realizado no Salão de Atos Irmão Norberto Rauch e já tinha cerca de 600 ingressos vendidos.
A decisão foi anunciada na sexta-feira, após repercussão negativa de declarações de Bueno sobre o assassinato do ativista americano Charlie Kirk.
O escritor havia publicado um vídeo nas redes sociais em que comemorava a morte do ativista americano. Ele afirmou, entre outras coisas, que era “terrível um ativista ser morto por ideias, exceto quando é Charlie Kirk” e que “foi bom para suas filhas”.
Em nota, a PUC-RS informou que rescindiu o contrato de locação do espaço, já que o espetáculo era promovido por terceiros.
“A PUC-RS reforça seu compromisso com a liberdade de expressão, mas repudia qualquer manifestação contrária à vida e à dignidade humana, reafirmando que tal postura não condiz com sua cultura nem com seus valores institucionais”, diz a universidade.
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Meia retratação
No sábado, Bueno publicou um vídeo em seu perfil no Instagram em que disse ter cometido “deslizes e excessos” frequentemente incitados pelas redes sociais.
Ele afirmou que não considera a decisão da PUC censura, mas uma escolha dentro das convicções da instituição, que classificou como “conservadora”.
Apesar da meia retratação, o escritor manteve críticas a Kirk.
“Embora o assassinato sempre seja algo a ser lamentado, o mundo sem a presença de certas pessoas, como Hitler e Stalin – embora ele (Kirk) não tenha o mesmo alcance que esses aí – é um lugar que fica melhor. E é um lugar que fica melhor com pessoas do meu tipo.”
Bueno afirmou ainda ter sido alvo de um “movimento orquestrado” por políticos da “extrema direita” com o objetivo de desviar a atenção da condenação de Jair Bolsonaro (PL).
Ele acusou o Instagram de remover o vídeo original, e criticou a plataforma por não derrubar postagens da direita que considerou “mais nocivas e perigosas”.
O historiador também se queixou dos ataques recebidos.
“80% dos comentários do meu post cheio de deslizes e excessos são absolutamente desprezíveis e horrorosos e de um discurso de ódio, com o qual de certa forma eu me tangenciei”, disse.
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Comentários (7)
ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO
16.09.2025 19:19Que vergonhoso! Eu até gostava dos vídeos dele.
MARCOS AURELIO PEREIRA DE MOURA
14.09.2025 15:35Nenhuma novidade, vindo desse tipo de gente (extrema esquerda). Eles não aceitam ideias divergentes das suas, são intolerantes e se acham os donos da razão e da verdade...
Marian
14.09.2025 11:08Parabéns PUC-RS. É isso mesmo. Chega!
Sérgio Luís stuchi
14.09.2025 10:53Pela maneira que este senhor tenta justificar o que disse,sejamos condescendentes,deve ser um transtorno psiquiátrico.
Fabio B
14.09.2025 09:06Esse sujeito nem está sendo classificado como "extrema esquerda". Agora experimenta alguém trocar o pronome de certo deputade que usa peruca? Será imediatamente classificado como "extremista de direita", homofóbico e racista. Possivelmente processado, condenado e preso. E não faltarão acusações de "fascista", acompanhado do salto lógico que toda violência contra fascista é justificável.
Fabio B
14.09.2025 09:02O ministério público tem olhar seletivo e enviesado? O Leo Lins foi injustamente condenado a 10 anos por uma PIADA num palco. Enquanto isso, um sujeito desprezível como esse Peninha faz chacota e celebra um assassinato covarde, sem nenhuma consequência real. O que ele fez é a própria definição do tal “discurso de ódio”, mas curiosamente não cai na mesma régua da justiça seletiva. O que ele fez de forma alguma é opinião ou crítica, é claramente passível de enquadramento direto no Código Penal, seja pelo art. 286 (incitação ao crime) ou pelo art. 287 (apologia de crime ou criminoso). Não basta só perder eventuais eventos ou patrocínios, quem comemora um assassinato desses, que até monetiza em rede social, deveria responder criminalmente. Caso contrário, fica claro que a lei no Brasil tem lado e certa patota com licença para cometer crimes livremente.
Marcia Elizabeth Brunetti
14.09.2025 07:51Se fosse numa Universidade Federal provavelmente ele ganharia uma medalha de honra ao mérito. É assim: existe extrema-direita , mas extrema-esquerda jamais. Falta o quê para esse povo? Maturidade ?