“Os radicais da esquerda são o problema”, afirma Trump após morte de Kirk
Assassinato de Charlie Kirk acelera planos de combate à violência política e à retórica extremista
“Os radicais de esquerda são o problema, e eles são cruéis, horríveis e politicamente astutos”, declarou o presidente Donald Trump nesta sexta-feira, 12, à Fox News. Trump promete responder com rigor ao assassinato do ativista e debatedor conservador, Charlie Kirk. O estudante Tyler Robinson, de 22 anos, confessou o atentado e foi entregue às autoridades pelo próprio pai.
Para Trump, o assassinato de Kirk não é um incidente isolado, mas efeito colateral de uma retórica em si mesma violenta, promovida por militantes de extrema-esquerda, que fomenta ou inspira comportamentos como os de Robinson.
Resposta governamental e planos de ação
A Chefe de Gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, detalhou quais serão as ações governamentais. Ela afirmou que um plano já estava em desenvolvimento, mas será colocado em prática o quanto antes, tanto pela morte de uma cidadã ucraniana em um trem, quanto pelo falecimento de Kirk: “Estamos trabalhando, na verdade, já estávamos trabalhando, impulsados tanto pela mulher ucraniana que foi morta no trem quanto pela trágica passagem de Charlie, [em] um plano mais abrangente sobre violência na América, a importância da liberdade de expressão e da fala civil, as maneiras que você pode abordar esses, só podem ser chamados de grupos de ódio, que podem fomentar esse tipo de comportamento”.
Ela acrescentou que o presidente apresentaria as propostas ao povo americano nos próximos dias. Wiles também mencionou que a empreitada não será simples, dada a natureza multifacetada e, por vezes, multigeracional, da retórica de ódio. A administração mantém o compromisso de proteger a liberdade de expressão.
O presidente Trump indicou que tinha “um palpite” sobre as motivações do atirador, e que mais informações serão divulgadas em momento oportuno. Ele descreveu Kirk como “um defensor da não- violência”. Em um discurso anterior, proferido no Salão Oval, o presidente havia assegurado que seu governo “encontraria cada um daqueles que contribuíram para esta atrocidade, e para outras violências políticas, incluindo as organizações que a financiam e a apoiam”. Ele atribuiu à “esquerda radical” a responsabilidade direta pela retórica que, em sua visão, estaria “diretamente responsável pelo terrorismo que estamos vendo em nosso país hoje, e isso deve parar agora mesmo”.
O vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, criticou a conduta de “pessoas em posições de autoridade institucional”, mencionando postagens de “educadores, trabalhadores da saúde, terapeutas, funcionários do governo” que, segundo ele, celebraram o falecimento de Charlie Kirk. Miller afirmou estar preocupado com “uma ideologia que tem crescido constantemente neste país que odeia tudo o que é bom, justo e belo e celebra tudo o que é distorcido, pervertido e depravado”.
No âmbito diplomático, o vice-secretário de Estado, Christopher Landau, instruiu funcionários a “tomar as medidas apropriadas” contra estrangeiros que solicitam visto, ou já os possuam, e que tenham elogiado ou justificado o tiroteio: “Estrangeiros que glorificam a violência e o ódio não são visitantes bem-vindos em nosso país”, declarou Landau, e pediu que usuários de redes sociais sinalizassem tais publicações para que o Departamento de Estado pudesse examiná-las.
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