“A América Reza”: Trump faz convocação nacional de oração
Encontros semanais de uma hora miram as comemorações da independência em 2026 e reúnem dezenas de organizações
No Museu da Bíblia, em Washington, Donald Trump apresentou a iniciativa “A América Reza” e disse que o Departamento de Educação publicará nova orientação para assegurar o direito de estudantes rezarem em escolas públicas.
O anúncio ocorreu durante a segunda reunião da Comissão de Liberdade Religiosa, criada por ordem executiva em maio.
A convocação propõe encontros semanais de uma hora, em grupos de pelo menos 10 pessoas, “em preparação” para as celebrações dos 250 anos da independência em 2026.
O material oficial associa o esforço a uma nova consagração do país como “uma nação sob Deus”.
Segundo a Casa Branca, mais de 70 organizações aderiram na largada.
Entre elas estão a Convenção Batista do Sul e grupos católicos como Catholics for Catholics e CatholicVote. Igrejas como a First Baptist Church de Dallas e movimentos como National Day of Prayer Task Force também aparecem na lista.
Trump afirmou que a nova diretriz do ministério da educação servirá para proteger alunos que desejem rezar em ambiente escolar.
O presidente citou episódios de restrição a manifestações religiosas e prometeu “reverter práticas” classificadas pelo governo como censura.
O discurso veio duas semanas após o ataque à Igreja Católica Annunciation, em Minneapolis, durante uma missa do primeiro dia de aulas.
Duas crianças morreram e 18 pessoas ficaram feridas. O FBI classificou o caso como terrorismo doméstico e crime de ódio anticatólico. O prefeito Jacob Frey criticou respostas públicas limitadas a “pensamentos e orações”.
A Comissão de Liberdade Religiosa é presidida pelo vice-governador do Texas, Dan Patrick, e tem Ben Carson como vice.
De acordo com o Departamento de Justiça, o colegiado aconselha o Escritório de Fé da Casa Branca e pode sugerir medidas para ampliar a proteção à liberdade religiosa no país e no exterior.
No evento, Trump também criticou o senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, que questionou a noção de direitos “dados por Deus”. O presidente respondeu citando a Declaração de Independência, que afirma que os cidadãos são “dotados pelo Criador” de direitos inalienáveis.
O governo informou ainda a criação de uma força-tarefa no Departamento de Justiça para enfrentar o preconceito anticristão e proteger manifestações religiosas em espaços públicos. A agenda inclui ações de comunicação e diretrizes para órgãos federais sobre expressão de fé.
Trump doou ao Museu da Bíblia a Bíblia da família, usada em suas duas posses, para exposição permanente.
Lideranças religiosas conservadoras elogiaram o pacote. Entidades que defendem separação entre Igreja e Estado afirmaram que a agenda promove nacionalismo cristão.
O governo sustenta que o objetivo é garantir liberdade religiosa e resposta institucional a casos de violência contra comunidades de fé.
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Comentários (1)
Um_velho_na_janela
12.09.2025 15:12Que será que ele aprontou para estar om a consciência pesada, sim, porque quando direitista pratica uma maldade sempre tenta dividi-la com Deus.