A imprensa contra Charlie Kirk, extrema vítima de assassinato
Manchetes sobre “extremista” baleado e morto dizem muito sobre os tempos atuais
A intolerância de amplos setores da imprensa global à divergência ideológica e sua aversão ao reconhecimento das nuances fora do campo político da esquerda resultaram, nas últimas décadas, na rotulação desenfreada de quase toda a direita mundial como “extremista”, em matérias pretensamente noticiosas.
Esse fenômeno chega ao ápice quando um ativista político e autor de livros, vítima de um assassinato a tiro em evento universitário, é classificado como de “extrema-direita” em manchetes sobre o crime que tirou sua vida.
O extremismo foi caracterizado pelo cientista político holandês Cas Mudde, da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos, como a rejeição à soberania popular por meio do voto, à ordem constitucional e, por extensão, à própria democracia.
A naturalização midiática da aplicação controversa de um conceito de tamanha carga negativa mostra como elementos de análise crítica e de descrição objetiva dos fatos se misturam em títulos enviesados, alheios à precisão informativa do noticiário.
Como geralmente se omite a definição do conceito utilizada pelo veículo (o mesmo, não raro, onde se leem referências a terroristas do Hamas como “militantes”), tem-se a banalização de um rótulo infamante, explorado contra indivíduos dos quais os editores e autores das pretensas reportagens não gostam.
Goste-se ou não de Charlie Kirk, ele foi assassinado enquanto exercia sua liberdade de expressão, de crítica e de debater ideias, durante um evento em universidade americana, justamente em um período histórico no qual o debate acadêmico vem sendo interditado por protestos violentos contra vozes divergentes.
O único ato extremo, no caso específico, foi o do assassino, que, no entanto, fica relativizado, ou quase justificado, com manchetes legitimadoras do ódio que aniquila a pluralidade democrática.