PF prende foragido do PCC por ataque a policial penal
Suspeito foi capturado em Paraisópolis na manhã desta quarta, 10, usava documento falso e é apontado por participação em atentado a servidor da penitenciária federal de Porto Velho (RO)
A Polícia Federal, por meio da FICCO/SP (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo), prendeu na manhã desta quarta, 10, em Paraisópolis, zona sul da capital, um foragido da Justiça investigado por envolvimento na tentativa de homicídio contra um policial penal federal em Porto Velho (RO).
Segundo a investigação, o alvo se escondia na comunidade, área de forte presença do Primeiro Comando da Capital (PCC), e apresentou documento de identificação falso no momento da captura.
De acordo com a PF, o atentado ocorreu em maio de 2024, quando o servidor da Penitenciária Federal de Porto Velho caminhava em via pública.
Câmeras de segurança registraram um carro branco desacelerando ao lado da vítima e disparando diversas vezes. Nada foi levado do agente, que conseguiu se abrigar.
Horas depois, policiais localizaram o veículo usado na ação completamente incendiado, o que reforçou para os investigadores a linha de crime encomendado, não de assalto.
A PF afirma que o preso estava foragido desde a Operação Determinatio, deflagrada em julho de 2024 para desarticular o núcleo responsável pelo ataque.
À época, a ação reuniu 110 policiais de diferentes forças e cumpriu cinco mandados de busca em endereços vinculados ao grupo. Participaram agentes da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal. Cinco integrantes do PCC já haviam sido detidos por participação no crime.
Segundo a FICCO/SP, a prisão desta quarta foi resultado de monitoramento contínuo de alvos ligados à facção em São Paulo.
A equipe relatou que o investigado adotava rotinas variáveis e usava identidades falsas para escapar de diligências. Ele será transferido para unidade da PF, onde passará por identificação formal e ficará à disposição da Justiça de Rondônia.
O caso voltou a expor a atuação de facções contra servidores do sistema penitenciário federal. Entidades representativas dos policiais penais federais informaram, à época do crime, que o agente vinha sendo vigiado por criminosos.
A administração penitenciária registra que a Penitenciária Federal de Porto Velho abriga lideranças de organizações criminosas. Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, esteve na unidade entre março de 2022 e janeiro de 2023, quando foi transferido para Brasília.
A PF não divulgou, até a publicação desta matéria, os detalhes sobre eventuais novas diligências ou mandados decorrentes da prisão em São Paulo.
Os autos tramitam sob sigilo. A FICCO/SP é composta por Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e outras instituições, e atua de forma integrada no combate a crimes praticados por organizações com ramificações interestaduais.
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