SP: Descarrilamento na Linha 4-Amarela causa caos no metrô
Passageiros enfrentaram superlotação na volta para casa após paralisação de mais de 7 horas entre Vila Sônia e Paulista
Um trem da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo descarrilou na manhã de terça, 9, e provocou a primeira interrupção do tipo desde a inauguração da linha em 2010.
O acidente ocorreu às 9h59, quando o último carro saiu dos trilhos entre as estações Vila Sônia–Profª Elisabeth Tenreiro e São Paulo–Morumbi.
Passageiros precisaram evacuar o trem caminhando pelos trilhos. Segundo a concessionária ViaQuatro, não houve feridos, mas três pessoas tiveram crises nervosas e foram atendidas no local.
A circulação foi suspensa entre Vila Sônia e Paulista. O restante da linha operou de forma parcial. Às 10h18, a ViaQuatro acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE), com ônibus gratuitos substituindo o trecho.
O trem só foi recolocado nos trilhos às 18h39, após mais de sete horas de interrupção. Durante a noite, passageiros relataram superlotação e atrasos na volta para casa.
Na manhã desta quarta, 10, a operação começou a ser retomada de forma parcial até Vila Sônia, mas com trens circulando em via única e velocidade reduzida. A ViaQuatro não informou prazo para a normalização completa. Em nota, disse manter a investigação interna sobre as causas do acidente.
A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), responsável pela fiscalização da concessão, notificou a ViaQuatro para prestar esclarecimentos. A agência afirmou que poderá aplicar penalidades após a análise do relatório técnico.
O sindicato dos metroviários defendeu uma apuração rigorosa, alegando falhas na manutenção e questionando a operação automatizada, que funciona sem condutores a bordo.
O acidente expôs fragilidades na linha considerada vitrine tecnológica do metrô paulistano. Em 2025, já houve outros três descarrilamentos na rede da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), todos sem feridos.