Crusoé: Mais um ministro de Lula quer a bomba atômica
Alexandre Silveira cogitou a hipótese. Não é a primeira vez que um ministro de governo petista flerta com essa ideia estapafúrdia
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (foto), defendeu nesta sexta, 5, que o Brasil desenvolva energia nuclear para fins de defesa.
“Mesmo que isso seja polêmico, nós estamos vivendo arroubos internacionais muito graves no mundo, em especial nos últimos tempos”, disse Silveira.
O ministro defendeu a posse dessa tecnologia para o caso de “o mundo continuar como está“.
Roberto Amaral
Não é a primeira vez que um ministro de Lula flerta com essa ideia estapafúrdia.
Logo no primeiro ano do primeiro mandato de Lula, o ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, defendeu a bomba atômica nacional em uma entrevista para a BBC Brasil.
“Nós somos contra a proliferação nuclear, nós somos signatários do tratado de não-proliferação [de armas nucleares], mas não podemos renunciar ao conhecimento científico. Nós vamos renunciar à produção de artefatos militares, mas nós não podemos renunciar a nenhum conhecimento científico“, disse Amaral.
Ao ser questionado pela BBC Brasil se isso incluiria conhecimento para a fabricação da bomba atômica, ele respondeu:
“Inclui todo o conhecimento. O conhecimento do genôma, conhecimento do DNA, conhecimento da fissão nuclear. Todos os conhecimentos. Queremos conhecer tudo o que for possível.”
Nelson Jobim
No segundo mandato de Lula, de 2007 a 2010, o ministro da Defesa Nelson Jobim arrumou entraves para a colaboração com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Documentos divulgados pelo site Wikileaks em 2011 mostraram que Jobim se irritou com um pedido da AIEA para interrogar um cientista brasileiro que tinha publicado um estudo sobre fabricar uma bomba atômica.
A AIEA realiza vistorias periódicas em vários países para evitar que outras nações, como o Irã, desenvolvam bombas nucleares e tornem o mundo um lugar ainda mais perigoso.
Tratado
O Brasil é signatário do Tratado de Não Proliveração Nuclear, desde 1998, que proíbe o desenvolvimento de armas nucleares.
Além disso, a Constituição brasileira…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Luis Eduardo Rezende Caracik
05.09.2025 18:33A princípio ter a bomba atômica impõe um pouco mais de respeito e cuidado por parte de eventuais adversários. Mas umas poucas bombas, além do custo de desenvolvimento que seria altíssimo, necessitam meios efetivos para levá-las até o alvo e isso tem um custo astronômico. Que tal substituir esta ideia por uma bela reforma na previdência dos militares, que libere dinheiro para ser gasto com combustível para os aviões da FAB, e equipamentos melhores, inclusive equipamentos, homens e bases para defender adequadamente as fronteiras e a Amazônia? Nem de submarino nuclear precisamos. Precisamos mais submarinos convencionais modernos que tenham características adequadas para patrulha e ação contra contrabandistas e traficantes no mar, e barcos de patrulha e ataque nos rios da Amazônia.