Bolsonaro pede autorização para receber “visitas contínuas” de dirigente do PL
Defesa do ex-presidente cita relação de amizade com vice-presidente do PL em Rondônia
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber “visitas contínuas” do vice-presidente do PL em Rondônia, Bruno Scheid, em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar desde o início de agosto.
Os familiares do ex-presidente já foram autorizados a visitá-lo sem necessidade de aval do Supremo.
Na solicitação, a defesa de Bolsonaro afirma que Scheid possui “vínculo pessoa e familiar” com o ex-presidente, tendo prestado apoio ao ex-presidente mesmo antes do agravamento de seu estado de saúde.
“[Scheid] mantém com o peticionante e sua família estreita relação de amizade, circunstância que o levou a prestar apoio contínuo mesmo antes do atual quadro de saúde”, diz trecho da petição.
“Tal vínculo pessoal e familiar reforça a pertinência de sua presença na residência, sobretudo diante da impossibilidade de que a esposa do Peticionante concilie integralmente a atividade laboral com os cuidados exigidos”, continua.
O ex-presidente é réu no STF por tentativa de golpe de Estado. Na próxima semana, os ministros iniciarão a leitura dos seus votos de réus do ‘núcleo 1’.
Revistas em veículos
Moraes determinou no último sábado, 30, novas restrições à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão autoriza a Polícia Penal do Distrito Federal a vistoriar todos os veículos que saírem da residência de Bolsonaro e impõe monitoramento presencial na área externa da casa.
Segundo Moraes, as vistorias deverão ser documentadas, indicando veículos, motoristas e passageiros, e os registros deverão ser enviados diariamente ao juízo.
“Determino que a Polícia Penal do Distrito Federal, em complementação às medidas de monitoramento em curso, realize ‘vistorias nos habitáculos e porta-malas de todos os veículos que saírem da residência do réu, para fins de incremento nas atividades de monitoramento’”, afirmou o magistrado.
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