Vice de Rubio aponta “condicionante política” em tarifaço, diz presidente da CNI
Segundo Albani, Landau afirmou que "a principal questão é a característica política do problema"
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou nesta quarta-feira, 3, que ouviu do vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau (foto), durante uma reunião em Washington, que o tarifaço de 50% aplicado sobre exportações brasileiras tem um componente político.
Uma comitiva de empresários viajou para os EUA para tratar da medida anunciada pelo governo Trump.
“Logo de imediato o secretário Landau colocou muito abertamente que a principal questão diz respeito à característica política do problema, que é algo inédito para eles, algo inédito para nós, e que precisamos conduzir sob um prisma de encontrar caminhos no setor político”, disse Alban.
“O Departamento de Estado é responsável por essa negociação, justamente por essa condicionante política que está envolvida no processo”, acrescentou.
As tarifas extras entraram em vigor em 6 de agosto.
“Caça às bruxas”
Em carta enviada a Lula anunciando o tarifaço, Trump justificou parte da medida ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a trama golpista. O republicano classificou o processo como “uma caça às bruxas” que, segundo ele, deveria “acabar imediatamente”.
“Conheci e tratei com o ex-Presidente Jair Bolsonaro, e o respeitei muito, assim como a maioria dos outros líderes de países. A forma como o Brasil tem tratado o ex-Presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!
Em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos (como demonstrado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro), a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma tarifa de 50% sobre todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais existentes. Mercadorias transbordadas para tentar evitar essa tarifa de 50% estarão sujeitas a essa tarifa mais alta“, diz trecho do documento.
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