Rússia quer reconhecimento internacional das regiões que anexou da Ucrânia
"Para que a paz seja duradoura, as novas realidades territoriais que surgiram (...) devem ser reconhecidas e formalizadas de acordo com o direito internacional", disse Sergei Lavrov
A Rússia quer obter reconhecimento internacional para as regiões da Ucrânia que anexou, conforme declarou o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, em uma entrevista divulgada nesta quarta-feira, 3 de setembro.
Esse reconhecimento é considerado essencial pelo Kremlin para garantir uma paz duradoura, conforme ressaltou Lavrov:
“Para que a paz seja duradoura, as novas realidades territoriais que surgiram (…) devem ser reconhecidas e formalizadas de acordo com o direito internacional”, disse Sergei Lavrov em uma entrevista publicada no site do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
Além disso, Moscou exige que a Ucrânia desista de sua intenção de ingressar na Otan.
Tais exigências são vistas como inaceitáveis pelos líderes ucranianos e seus aliados ocidentais. A Ucrânia demanda a retirada total das tropas russas de seu território, atualmente ocupado em cerca de 20%.
O ministro das relações exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiga, reagiu rapidamente a essas declarações:
“Uma nova série de velhos ultimatos. A Rússia não mudou seus objetivos brutais e não demonstra inclinação para negociações significativas”, declarou nas redes sociais.
“Isso prova que o apetite do agressor só aumenta quando ele não é submetido à pressão e à força. É hora de atingir a máquina de guerra russa com novas e severas sanções”, acrescentou.
A Rússia continua exigindo que a Ucrânia ceda Donbass (leste da Ucrânia), que não controla totalmente, mas está disposta a congelar o conflito no sul do país ao longo das atuais linhas de frente, garantiu a Turquia na semana passada, tendo sediado três rodadas de negociações entre russos e ucranianos este ano em Istambul.
Ataque com drones
De acordo com informações de Kiev, as forças armadas russas realizaram um ataque noturno que envolveu o lançamento de 526 drones e mísseis contra a Ucrânia
O ataque noturno da Rússia resultou em milhares de residências sem eletricidade em diversas regiões da Ucrânia, especialmente no oeste do país.
Na região de Tcherniguiv, cerca de 30 mil pessoas ficaram sem eletricidade devido aos bombardeios direcionados a “infraestruturas civis”, segundo informou Viatcheslav Tchaus, chefe da administração militar local.
Zelensky criticou os ataques russos como uma clara demonstração do comportamento impune de Putin.
O presidente ucraniano destacou a necessidade urgente de uma resposta internacional e solicitou apoio aos seus aliados para pressionar a “economia de guerra” russa enquanto se reunia com líderes dos países nórdicos e bálticos na Dinamarca.
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Comentários (1)
Clayton De Souza pontes
03.09.2025 09:53Em resumo, o Putin quer invadir e não ser enfrentado. Desse jeito não há limites pra expansão russa