Julgamento de Bolsonaro: nem deputados escapam de vistoria
Estão no STF parlamentares como o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), e o deputado Filipe Barros (PL-PR)
O Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou a segurança para o julgamento de Jair Bolsonaro, que começa nesta terça-feira, 2.
Nem mesmo deputados federais escaparam da revista obrigatória pelos inspetores.
Estão no STF parlamentares como o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), e o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Filipe Barros (PL-PR).
O julgamento
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na ação penal que apura a suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023.
Bolsonaro foi incluído no chamado ‘núcleo 1’ da trama golpista, ou “núcleo crucial”. Além dele, outras sete pessoas serão julgadas: o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ); o almirante e ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno; o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência da República Mauro Cid; o general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; e o general da reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto.
O ex-presidente e os demais réus serão julgados por cinco crimes: organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima; e deterioração de patrimônio tombado.
O processo é inédito.
Nunca um ex-chefe do Poder Executivo foi processado por tentativa de golpe de Estado no país. E a tendência é que Jair Bolsonaro seja condenado. A dúvida, entre os integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), é saber por quais crimes. Caso o Supremo entenda que Bolsonaro cometeu todos os crimes, o ex-presidente poderá receber uma condenação de até 43 anos de prisão. O político do PL é acusado de liderar uma organização criminosa para dar um golpe de Estado após a eleição vencida por Lula (PT) em 2022.
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