Deslizamento de terra deixa mais de mil mortos no Sudão
Grupo rebelde que controla a região disse que apenas uma pessoa sobreviveu
Um deslizamento de terra matou mais de mil pessoas em uma vila na área montanhosa de Jebel Marra, na região de Darfur, no Sudão.
Segundo o grupo rebelde que controla a região, apenas uma pessoa sobreviveu ao desastre.
Em comunicado, o Movimento de Libertação do Sudão afirmou que um “deslizamento massivo e devastador” atingiu a aldeia de Tarasin, nas montanhas de Marra, no domingo, 31, após fortes chuvas.
“A informação inicial indica a morte de todos os residentes da aldeia, calculada em mais de 1 mil pessoas, com apenas um sobrevivente”, acrescentou.
Os rebeldes pediram ajuda à ONU e às agências internacionais para recuperar os corpos das vítimas.
“Tarseen, famosa por sua produção de frutas cítricas, foi completamente arrasada”, disse o comunicado.
Controlado pelo Exército, o governo do Sudão expressou condolências e se colocou à disposição para ajudar no resgate.
A guerra civil no Sudão
O Sudão está em guerra civil desde abril de 2023. A disputa pelo poder é entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF), lideradas pelo general Abdel Fattah al-Burhan, e as Forças de Apoio Rápido (RSF), um grupo rebelde comandado por Mohamed Hamdan Dagalo.
Em decorrência do conflito, mais de 150 mil pessoas morreram em todo o país e cerca de 12 milhões fugiram.
O conflito começou após a ruptura entre os generais Abdel Fattah al-Burhan e Mohamed Hamdan Dagalo, líderes das SAF e RSF, respectivamente, ambos apoiados por potências regionais. Financiados por países como Emirados Árabes Unidos, Egito e Rússia, esses grupos vêm devastando o país com bombardeios, saques e campanhas de limpeza étnica, especialmente na região de Darfur.
Embora organizações como Médicos Sem Fronteiras estejam presentes, a maioria dos hospitais e centros médicos foi destruída, e os médicos denunciam a omissão de entidades internacionais como a Cruz Vermelha. A devastação vai além dos números: cerca de 26 milhões de pessoas enfrentam níveis críticos de fome, com previsões de que o Sudão possa enfrentar uma fome de proporções históricas.
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