Netanyahu agradece a Trump pela revogação de vistos de membros da Autoridade Palestina
Medida é anunciada pelo governo Trump um mês antes do encontro de líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU, em Nova York
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, “por sua clareza moral” ao revogar vistos americanos concedidos a 80 integrantes da Autoridade Palestina.
A decisão ocorre um mês antes do encontro de líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Segundo Netanyahu, a medida representa “justiça”, e não “punição”.
“Em nome do Estado de Israel, agradeço ao Presidente Trump e ao Secretário Rubio por sua clareza moral. Negar vistos para aqueles que glorificam o terror não é punição, é justiça. Não há prêmios para o terror nem recompensas para a barbárie”, escreveu a conta oficial do primeiro-ministro no X.
O Departamento de Estado americano anunciou a decisão, em 29 de agosto, afirmando que a revogação é uma medida tomada em defesa do “interesse da segurança nacional”. Segundo o governo Trump, “antes que sejam consideradas parceiras da paz, as organizações precisam repudiar, de forma consistente, o terrorismo – inclusive o massacre de 7 de outubro”.
Entre os atingidos pela revogação de vistos está presidente da AP, Mahmoud Abbas.
Reconhecimento
Em postagem no X, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o seu país reconhecerá oficialmente o Estado da Palestina.
Segundo ele, a oficialização será feita na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em setembro deste ano.
“A necessidade urgente hoje é que a guerra em Gaza termine e que a população civil seja resgatada. A paz é possível. Devemos implementar imediatamente um cessar-fogo, libertar todos os reféns e fornecer ajuda humanitária maciça à população de Gaza“, diz trecho da postagem no X.
Leia mais: França reconhecerá o Estado da Palestina, diz Macron
Palestina
A Palestina é reconhecida por mais de 140 países, entre eles o Brasil.
Na Organização das Nações Unidas (ONU), ela tem o status de “Estado observador não-membro”, o que lhe confere a permissão para participar de deliberações e integrar agências internacionais.
No entanto, ainda não possui o reconhecimento oficial como Estado pleno de países como os Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha.
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