Novo livro sobre Freddie Mercury traz ‘filha desconhecida’
Nova obra sobre o cantor Freddie Mercury promete revelar segredo de paternidade e ainda 17 diários inéditos
A revelação de que Freddie Mercury, vocalista do Queen, poderia ter tido uma filha em segredo voltou a colocar o artista no centro de discussões, mais de três décadas após a sua morte.
A alegação parte de Love, Freddie, nova biografia escrita por Lesley-Ann Jones, que afirma ter entrevistado uma mulher de 48 anos identificada como “B” e tido acesso a 17 diários pessoais do cantor.
O lançamento, previsto para essa semana, em 5 de setembro na Inglaterra, já mobiliza fãs e imprensa, dividindo opiniões sobre a credibilidade da história.
A suposta filha afirma ter mantido com Mercury uma relação próxima e constante por 15 anos, até sua morte em 1991.
Segundo ela, o cantor conhecia seus pais e teria se envolvido com sua mãe em 1976, enquanto o marido dela estava em viagem de negócios.
Ela diz ainda que a família mantinha um quarto reservado para o astro em sua casa e que ele telefonava diariamente quando estava em turnê.
Só que o relato esbarra em resistência de pessoas que conviveram com o vocalista do Queen. Mary Austin, amiga de longa data e ex-companheira, negou em entrevista ao The Times qualquer conhecimento sobre uma filha ou diários, classificando a hipótese como surpreendente.
Austin argumenta que, se fosse verdade, a notícia teria sido motivo de orgulho e alegria para o cantor, não algo a ser escondido.
Anita Dobson, atriz e esposa do guitarrista Brian May, também se mostra cética, desafiando publicamente a mulher a se apresentar.
Embora Freddie Mercury já tenha sido tema de diversos livros, documentários e do filme Bohemian Rhapsody (2018), a promessa de um “novo segredo revelado” ainda desperta curiosidade do mercado editorial e, claro, de leitores.
Mas esse tipo de alegação, quando não acompanhada de provas, gera controvérsia e divide a opinião pública, principalmente quando desafia versões conhecidas da biografia de uma figura tão importante.
A própria editora responsável pelo livro, a independente Whitefox, afirma que a obra passou por uma revisão editorial e jurídica, mas ainda não se sabe quais elementos vão ser apresentados como evidências para sustentar a versão de “B”.
A obra, de 416 páginas, chega ao mercado sob forte expectativa e polêmica, o que costuma ser um chamariz de vendas, mas também cercada de questionamentos sobre a autenticidade e motivação por trás da sua publicação.
Depois do lançamento de Love, Freddie, não há confirmação de tradução para o português ou lançamento no Brasil.
Até lá, o debate vai render, com fãs, críticos e amigos de Freddie Mercury esperando para avaliar se a obra vai acrescentar algo concreto ou se vai ser só mais um item na longa lista de especulações caça-níquel sobre a vida de um artista que já não está aqui para expor a sua versão.
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