PGR se posiciona contra prisão do coronel Naime
Federação alega que militar usou a esposa para se manter ativo nas redes sociais
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra o pedido de prisão do coronel da reserva Jorge Naime (foto), da Polícia Militar do Distrito Federal, suspeito de descumprir medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Naime é réu pelo caso do 8 de Janeiro e está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, com proibição de uso de redes sociais e outras restrições.
O pedido de prisão foi feito pela Federação Nacional de Entidades de Praças Militares Estaduais (Fenepe), que alegou que Naime teria utilizado a esposa, Mariana Naime, para se manter ativo nas redes sociais. Ela participou de entrevistas em canais bolsonaristas por videoconferência, recorrendo a um “assessor” que estava fora do enquadramento da câmera.
Para Gonet, não foi possível comprovar “com grau suficiente de certeza” a identidade da pessoa consultada por Mariana. O parecer, emitido na sexta-feira, 29, afirma que que não há elementos claros para justificar a prisão do coronel.
Mariana Naime afirmou que há uma tentativa de “calar uma voz feminina que ousou expor fatos incômodos” e que não se pode imputar ao coronel responsabilidade por suas falas.
O coronel Jorge Naime responde por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e violação de deveres.
Omissão no 8/1
Segundo a denúncia da PGR, ele adotou uma “estratégia deliberada de afastamento” da crise no 8 de Janeiro, o que configuraria “conivência implícita com as ações violentas que se aproximavam”.
Para a procuradoria, o militar “colocou-se em campo na véspera dos eventos”, mas optou pela omissão.
Naime, ex-chefe do Departamento de Operações da PMDF, ficou preso por um ano e dois meses e ganhou liberdade em maio de 2024.
Em sua decisão de soltura, Moraes determinou tornozeleira eletrônica, restrição de horários de circulação e proibição de uso de redes sociais.
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Comentários (2)
Roberval
31.08.2025 11:23Será que dá para apostar que existe um acordo para pós julgamento do Bolsonaro? Aplico penas, depois, vem anistia. Nada rápido. Alguns meses...não se iludam, os ingênuos!
WALTER FANAIA DIAS
31.08.2025 10:51Finalmente, chegando ao fim as peripécias de Bolsonaro! Chega de enganações; desta vez, se saiu mal ,nada de impunidade!