Navio de guerra dos EUA cruza Canal do Panamá rumo ao Caribe
Embarcações armadas com sistemas antimíssil se aproximam da costa da Venezuela
O USS Lake Erie, um cruzador de mísseis guiados dos Estados Unidos, atravessou o Canal do Panamá na noite de sexta-feira, 29, em direção ao Caribe, em meio ao aumento das tensões entre Washington e Venezuela. A embarcação havia permanecido por dois dias no Porto de Rodman, antes de iniciar a travessia.
De acordo com a AFP, o navio passou pela Eclusa de Pedro Miguel por volta das 21h30, horário local (23h30 em Brasília), iniciando a viagem de cerca de 80 km até o Atlântico.
O deslocamento ocorre após o presidente Donald Trump anunciar o envio de navios de guerra, aviões e submarinos ao sul do Caribe. Segundo Washington, a movimentação faz parte de uma operação antidrogas voltada a desarticular cartéis que operam na região.
Entre os alvos citados pelos EUA está o chamado “Cartel de los Soles”, que, segundo o governo americano, seria comandado pelo ditador venezuelano Nicolás Maduro. Em março, Washington dobrou a recompensa pela captura do líder chavista, fixada em US$ 50 milhões.
O USS Lake Erie tem 173 metros de comprimento, desloca 9.800 toneladas e é equipado com o sistema Aegis, usado para operações de interceptação aérea e de mísseis.
Pressão americana
O governo Trump já havia deslocado navios de guerra, avião, submarino e cerca de 4.000 militares para o sul do Caribe.
Além dos três destróieres da Marinha americana, equipados com o sistema de combate Aegis, e de três navios de desembarque anfíbio — feitos para transportar e desembarcar divisões terrestres —, o governo Trump deslocou aviões espiões P-8 Poseidon.
Maduro convoca milicianos
Maduro convocou o alistamento de milicianos, reservistas e cidadãos para o “Plano Nacional de Soberania e Paz”, incluindo ações em quartéis, praças centrais e sedes de defesa integral, após o anúncio do patrulhamento de navios americanos no Caribe.
O ditador ordenou o deslocamento de 4,5 milhões de milicianos, em resposta à oferta de US$ 50 milhões do governo dos EUA pela captura de Maduro.
A Casa Branca afirmou estar pronta para “usar todo seu poder” contra o fluxo de drogas para o território americano.
Em meio à convocação, centenas de venezuelanos compareceram a praças e quartéis no sábado passado, 23, como parte do chamado de Maduro para fortalecer a resposta diante de ameaças externas.
O ministro da Defesa, Vladimiro Padrino, definiu o alistamento como “eminentemente popular” e “voluntário”, em rejeição às “agressões imperialistas”.
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Comentários (3)
MARCOS
30.08.2025 22:19VENDO O POVO VENEZUELANDO DEFENDENDO O DITADOR NARCOTRAFICANTE ME LEMBRA OS MORADORES DOS MORROS CARIOCAS DEFENDENDO OS TRAFICANTES. TUDO FARINHA DO MESMO SACO.
Rosa
30.08.2025 11:49Ernesto: sempre tive este medo...
Ernesto Herbert Levy
30.08.2025 07:56Um aviso aos nossos extremistas de esquerda e direita. Aos adeptos de Bolsonaro que não devemos dar força para quem já tem força para resolver problemas internos. No popular: Em briga de marido e mulher.. Aos adeptos de Lula o popular ditado que não se deve cutucar a onça com vara curta. Como na Fábula de Exopus: O lobo sempre arranja um argumento para atacar o cordeiro. Mesmo se o cordeiro estiver rio abaixo. Não que Trump vá atacar Brasília com porta-aviões no lago Paranoá. Meu "receio" é o uso de força para "salvar" a Amazônia! Terá apoio de 90% da população mundial. Até a esquerdista Greta iria apoiar. Para ganhar popularidade o presidente Trump e Lula fazem qualquer coisa. Países não têm amigos e sim interesses. A diplomacia brasileira deveria voltar a ser mais pragmática. Governos vem e vão, mas o pais tem que continuar.