Turquia fecha espaço aéreo e portos para Israel
Medida não atinge aeronaves comerciais israelenses; Governo turco acusa país de cometer genocídio em Gaza
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, anunciou nesta sexta-feira, 29, o fechamento de portos e do espaço aéreo turco para embarcações e aviões oficiais israelenses.
“Fechamos nossos portos para navios israelenses. Não permitimos que embarcações turcas acessem portos israelenses. (…) Não autorizamos navios de carga transportando armas e munições para Israel a entrarem em nossos portos, nem permitimos que seus aviões entrem em nosso espaço aéreo”, disse a parlamentares, em discurso televisionado.
Segundo a AFP, a medida não atinge aeronaves comerciais de Israel.
Em novembro do ano passado, o governo turco já havia proibido o sobrevoo do avião presidencial israelense, obrigando o cancelamento de uma agenda oficial no Azerbaijão.
A imprensa internacional atribuiu a decisão ao posicionamento da Turquia contrário à ofensiva de Israel na Faixa de Gaza.
O governo turco acusa os israelenses de cometerem genocídio no território palestino, o que é negado com veemência pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
O grupo terrorista Hamas exaltou a decisão adotada pelo governo de Recep Tayipp Erdogan. Para eles, os países deveriam “intensificar as sanções”.
Queda nos ataques terroristas
O comando do Exército de Israel informou que os ataques terroristas na Cisjordânia caíram 85% desde janeiro de 2025.
Segundo o Estado-Maior, o resultado decorre de operações contínuas, maior presença em eixos viários e abertura de campos de visão para impedir emboscadas e rotas de fuga.
A informação foi divulgada como parte do acompanhamento regular de indicadores de segurança na região.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) relacionam a queda a medidas adotadas no norte da Cisjordânia, com foco em Jenin, Tulkarm, Nur Shams, Tubas e Balata.
Balanços operacionais citam mais de 100 integrantes de organizações terroristas mortos desde janeiro, cerca de 320 suspeitos detidos e centenas de armas apreendidas em apreensões e varreduras.
O objetivo declarado é interromper redes, reduzir capacidade de planejamento e ampliar a resposta rápida em áreas de maior risco.
A Fundação para a Defesa das Democracias (FDD) registrou que abril de 2025 teve 46 atentados, o menor total mensal em cinco anos.
O Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS) apurou 414 ataques em 2023 e 231 em 2024, queda de 44% nessa categoria, que inclui tiroteios, esfaqueamentos, atropelamentos e explosivos.
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