Contas do governo registram pior resultado desde 2020
Aumento das despesas foi motivado pelo pagamento de precatórios, que geraram impacto sobre os gastos benefícios previdenciários e o BPC
As contas do governo central registraram déficit primário de R$ 59,1 bilhões em julho de 2025.
Os dados foram divulgados nesta quinta, 28, pelo Tesouro Nacional.
O resultado das contas incluem o Tesouro, o Banco Central e previdência.
É o segundo pior desempenho no mês de julho em toda a série histórica, iniciada em 1997, e fica à frente apenas de 2020, quando o déficit havia sido de R$ 87,8 bilhões.
O aumento das despesas foi motivado pelo pagamento de precatórios, que geraram impacto sobre os gastos benefícios previdenciários e o BPC (benefício prestação continuada).
Além disso, o aumento do salário mínimo e a expansão do número de beneficiários da previdência também elevaram a pressão sobre contas.
Do período de janeiro a julho, o governo registrou déficit primário de R$ 70,3 bilhões, o que representa uma redução em comparação com o mesmo período no ano passado.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 28,3%, enquanto o crescimento da receita líquida foi de 3,9%.
Do déficit total no mês, o Tesouro e o Banco Central registraram resultado deficitário de R$ 16,4 bilhões, enquanto o da Previdência Social (RGPS) foi de R$ 42,7 bilhões.
Segundo o Tesouro, além das despesas com precatórios e beneficiários, os reajustes concedidos ao servidores públicos impactaram as contas públicas.
Já o avanço da receita foi impulsionado pelo crescimento 5,8% nas receitas administradas.
Entre os motivos está o crescimento na arrecadação de impostos da pessoa jurídica, devido a pagamentos extraordinários das instituições financeiras.
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