Israel relata queda de 85% nos ataques terroristas na Cisjordânia
Comando do Exército israelense atribui recuo a reforço de operações e remoção de pontos de ocultação
O comando do Exército de Israel informou que os ataques terroristas na Cisjordânia caíram 85% desde janeiro de 2025.
Segundo o Estado-Maior, o resultado decorre de operações contínuas, maior presença em eixos viários e abertura de campos de visão para impedir emboscadas e rotas de fuga.
A informação foi divulgada como parte do acompanhamento regular de indicadores de segurança na região.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) relacionam a queda a medidas adotadas no norte da Cisjordânia, com foco em Jenin, Tulkarm, Nur Shams, Tubas e Balata.
Balanços operacionais citam mais de 100 integrantes de organizações terroristas mortos desde janeiro, cerca de 320 suspeitos detidos e centenas de armas apreendidas em apreensões e varreduras.
O objetivo declarado é interromper redes, reduzir capacidade de planejamento e ampliar a resposta rápida em áreas de maior risco.
A Fundação para a Defesa das Democracias (FDD) registrou que abril de 2025 teve 46 atentados, o menor total mensal em cinco anos.
O Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS) apurou 414 ataques em 2023 e 231 em 2024, queda de 44% nessa categoria, que inclui tiroteios, esfaqueamentos, atropelamentos e explosivos.
O serviço de segurança interno Shin Bet contabilizou 6.828 incidentes em 2024 ao somar também pedradas e coquetéis molotov, diferença que explica variações entre série ampla e eventos de maior letalidade.
Compilações usadas pelo comando e por centros de pesquisa indicam médias mensais de 214 atentados em 2023, 115 em 2024 e 57 em 2025 até agora.
Entre as ações relatadas pelo comando está a remoção de trechos de vegetação em áreas como Al-Mughayir, próxima a Ramala, para ampliar a linha de visão de patrulhas e apoiar buscas por atiradores.
O Estado-Maior descreve a medida como incomum pelo volume, mas voltada a eliminar pontos de ocultação usados para aproximação, fuga e colocação de explosivos improvisados. O emprego dessa técnica foi combinado com patrulhamento reforçado e bloqueios dinâmicos em corredores viários sensíveis.
O comando afirma que seguirá monitorando os indicadores e ajustando o emprego de forças conforme o risco detectado.
A prioridade declarada é manter os eixos de circulação seguros e reduzir a letalidade dos atentados. Relatos de campo e balanços internos sustentam que a presença constante e a retirada de pontos de ocultação contribuíram para a queda observada em 2025, mantendo a curva em trajetória descendente iniciada no ano passado.
O Estado-Maior informa que continuará a divulgar atualizações periódicas e a coordenar ações com outros órgãos de segurança para impedir a retomada da atividade terrorista na Cisjordânia.
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