Chefe do Exército de Israel defende comandante da Cisjordânia
Zamir diz que saiu em defesa após remoção de mais de 3 mil árvores, medida apresentada pelas FDI como necessária para ampliar vigilância e conter ataques na região
O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, general Eyal Zamir (foto), defendeu nesta quinta, 28, o general Avi Bluth, comandante do Comando Central e responsável pelas operações na Cisjordânia.
Segundo o Estado-Maior, a retirada de mais de 3 mil árvores na área de Al-Mughayir, próxima a Ramala, teve finalidade operacional: abrir campos de visão, facilitar patrulhas e acelerar a captura de envolvidos em atentados, dentro das regras do direito internacional.
As FDI informaram que a orientação foi apresentada ainda no domingo como parte das buscas pelo autor do disparo que atingiu na cabeça um civil israelense nas imediações de Malachi Hashalom, ao nordeste de Ramala.
O comando relatou que a vegetação densa ao longo do Corredor Alon vinha encobrindo aproximações e rotas de fuga e dificultando interceptações preventivas em estradas usadas por civis e por forças de segurança.
O Estado-Maior relacionou a medida ao histórico recente de atentados na região.
Em maio, terroristas assassinaram Tzeela Gez, 30 anos, em ataque a tiros na Rota 446, perto do entroncamento de Peduel, na área de Binyamin. Em abril de 2024, o autor do homicídio do adolescente Binyamin Ahimeir, 14 anos, veio da zona de Al-Mughayir.
De acordo com as FDI, há registro de arremessos de pedras a partir da cobertura fornecida pelas árvores, além do uso do terreno para preparar, transportar e instalar artefatos explosivos improvisados.
O órgão também atribui à vegetação a criação de pontos de ocultação usados para iniciar incêndios com risco a civis.
A intervenção, diz o comando, busca reduzir esses vetores e melhorar a resposta em corredores viários sensíveis.
Zamir afirmou que a atuação de Bluth está alinhada ao papel do Comando Central no combate ao terrorismo e aos limites legais.
O chefe do Estado-Maior declarou que o foco é diminuir a letalidade dos atentados e proteger a circulação de civis, e que avaliações operacionais continuam em campo para medir a eficácia da retirada de vegetação e de outras medidas de segurança.
As FDI reconhecem que a remoção em larga escala de árvores após um ou mesmo vários ataques não é usual.
Em anos anteriores, ações semelhantes eram substituídas por fechamentos temporários de vilarejos e prisões em massa.
O comando afirma que a análise atual privilegia operações que retirem capacidades de planejamento e fuga de células armadas, com emprego calibrado de forças conforme a ameaça.
O Estado-Maior reportou queda de 85% nos atentados na Cisjordânia desde o início de 2025.
Para a corporação, a redução decorre da ampliação da vigilância, da eliminação de pontos de ocultação e do aumento da capacidade de bloqueio e resposta rápida. Moradores da área relataram revistas em residências durante as buscas.
Críticas públicas foram mencionadas pelo comando, que reiterou a justificativa operacional e rejeitou a leitura de punição coletiva.
Em paralelo, as FDI registraram que questões fundiárias na Cisjordânia são atribuição do governo e do Ministério da Defesa, não do Comando Central.
O registro militar também lembra que Bluth determinou ações contra radicais israelenses e a derrubada de postos avançados ilegais, episódios que geraram hostilidade de ativistas.
Zamir concluiu que as forças continuarão a atuar para prevenir atentados e proteger civis, com base em avaliação de risco e em conformidade com as normas aplicáveis.
Segundo o comando, os resultados operacionais serão monitorados e, se necessário, ajustados ao quadro de ameaças identificado nas próximas semanas.
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