Policiais penais monitoram porta da residência de Bolsonaro
Agentes estão descaracterizados e sem armas à mostra; Medida foi determinada por Alexandre de Moraes, do STF
Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, agentes da Polícia Penal do Distrito Federal (DF) deram início na manhã desta quarta, 27, ao monitoramento das proximidades da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Os policiais estão descaracterizados e sem armas à mostra.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, em Brasília, após violações de restrições impostas pelo Supremo.
Pedido da PF
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sugeriu na terça, 26, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a presença de uma equipe de policiais dentro da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para vigilância em tempo integral.
Em ofício entregue a Moraes, como resposta à decisão que determinou a permanência em tempo integral de agentes da PF nas proximidades da casa do ex-presidente, Rodrigues, afirmou que a medida seria a melhor forma de garantir que Bolsonaro não tente fugir às vésperas do julgamento sobre a tentativa de golpe.
“Como alternativa a essa medida, e maneira de garantir a efetividade da medida (manutenção da prisão domiciliar) seria imperiosa a determinação para uma equipe de policiais permanecer 24h no interior da residência, como há precedentes”, diz trecho do documento.
Segundo o chefe da PF, a medida deveria ser adotada de forma a “evitar a exposição indevida, abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática, sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança”.
Além disso, Rodrigues destacou que a tornozeleira eletrônica usada por Bolsonaro, como parte de uma das medidas cautelares impostas por Moraes, depende de sinal da operadora de telefonia para emitir sinais de movimentação do réu.
“Nestes casos, as violações somente seriam informadas por relatório aos operadores do sistema após o retorno do sinal, o permitiria tempo hábil para que o custodiado empreendesse uma fuga”, afirma.
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