Gilmar elogia “amigo de longa data” Gonet por recondução à chefia da PGR
Decano do STF afirmou ser o "caminho natural"; Os dois foram sócios, por anos, do IDP
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), elogiou o “amigo de longa data” Paulo Gonet, após ser reconduzido ao cargo de procurador-geral da República por decisão do presidente Lula (PT).
Em postagem no X, o decano do Supremo classificou a decisão como “caminho natural” para assegurar a continuidade do “trabalho exemplar” de Gonet como PGR. Dessa forma, ele poderá permanecer no posto por mais dois anos, a partir do final de 2025.
“Paulo Gonet tem conduzido a PGR com sobriedade em tempos desafiadores, sempre em defesa da democracia, da Constituição e do Estado Democrático de Direito. Como amigo de longa data, sou testemunha de seu brilhantismo e de sua excepcional qualificação. Sua recondução representa o caminho natural para assegurar a continuidade desse trabalho exemplar à frente da Procuradoria-Geral da República. Parabéns pela trajetória e pelo compromisso com o país!”, escreveu Gilmar.
Relação entre Gilmar e Gonet
Gilmar Mendes e Paulo Gonet fundaram o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em 1998.
O atual PGR vendeu suas cotas no instituto para Francisco Mendes, filho de Gilmar, por 12 milhões de reais em 2017.
Em 2023, Lula indicou Gonet à Procuradoria-Geral da República para agradar o ministro do STF, após ser blindado por ele na Lava Jato.
Blindagem
A PGR blindou Gilmar Mendes, decidindo arquivar o pedido de investigação contra o decano por sua atuação como relator na disputa pelo comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), revelou O Globo.
A decisão foi assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, braço direito de Paulo Gonet.
Vereador por Curitiba, Guilherme Kilter (Novo) havia acionado a PGR solicitando que o ministro fosse investigado por proferir decisões em benefício da antiga cúpula da CBF, apesar de sua “situação de suspeição”.
A entidade tem uma parceria com o IDP para promover a CBF Academy, “um projeto de profissionalização e modernização da indústria do futebol no Brasil”.
Ao pedir o arquivamento do pedido de investigação, a Assessoria Jurídica Criminal da PGR entendeu que os elementos apresentados contra Gilmar Mendes “são insuficientes para comprovar, minimamente sequer, que o ministro agiu para beneficiar ilicitamente Ednaldo Rodrigues e sua gestão na CBF”.
“O que se apresenta, isso sim, é questão de índole processual, acerca dos limites do eventual impedimento ou suspeição do julgador, sem nenhuma conotação penal”, acrescentou.
Os elementos indicados foram a decisão liminar de Gilmar a favor de Ednaldo Rodrigues e o contrato firmado entre IDP e CBF.
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Comentários (3)
MARCEL SILVIO HIRSCH
27.08.2025 18:26Descaradamente rindo com escarnio da impassividade dos brasileiros.
Magdalena Buzolin
27.08.2025 16:27Rindo com escarnio da cara dos brasileiros….
Eliane ☆
27.08.2025 16:08Vergonhoso! Totalmente vergonhoso!Perderam o pudor, ou nunca tiveram.