PT aciona Jorginho Mello por chamar partido de “vagabundo”
Sigla pede indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil e retratação pública em veículos de imprensa
O Partido dos Trabalhadores (PT) entrou com uma ação contra o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), por chamar o partido de “vagabundo” em evento realizado no dia 20 de agosto.
Durante a cerimônia de lançamento de ações do Prodec, Mello também acusou o PT de praticar “picaretagem”.
“A ofensa é extremamente grave porque se trata de fala feita em ano pré-eleitoral, e com tal conduta, o governador além de depreciar a imagem de partido claramente adversário, busca responsabilizar indevidamente a agremiação por ato de seu próprio governo e sobre o qual o partido não possui qualquer gestão”, disse o advogado Artur Antunes Pereira, que representa o PT.
A sigla pede o pagamento de uma indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil, retratação pública em veículos de imprensa e multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento.
Vaga no Senado em SC
Como mostramos, Mello, que é candidato à reeleição, foi apontado por aliados de Jorge Seif (PL) que ele estaria de olho em uma possível inelegibilidade do parlamentar.
A briga chegou aos ouvidos de Jair Bolsonaro, que passou a cogitar, inclusive, uma eventual candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado pelo estado catarinense como solução para o imbróglio e para afastar Jorginho da jogada.
Em abril do ano passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou o julgamento de uma ação que poderia resultar na cassação de mandato de Seif. Patriota, PSD e União Brasil tentam no TSE reverter decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), que indeferiu uma ação por abuso de poder econômico contra Seif.
Esses partidos acusam o parlamentar catarinense de ter se beneficiado da frota aérea e da equipe de funcionários do empresário Luciano Hang, da rede de lojas Havan, em 2022.
A ação está há mais de um ano parada no TSE e não há prazo para que ela seja retomada.
No ano passado, o relator do caso, ministro Floriano de Azevedo Marques, chegou a solicitar novas diligências sobre o caso, algo que nem mesmo os partidos solicitaram durante a instrução do processo.
No entanto, nas últimas duas semanas, conforme apurou este portal, emissários de Jorginho Mello procuraram interlocutores do ministro Alexandre de Moraes para pressionar pelo desfecho do caso de olho em uma eventual eleição suplementar em Santa Catarina.
Importante lembrar que Moraes patrocinou a indicação de Floriano Marques ao TSE.
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Comentários (1)
Fabio B
27.08.2025 07:55Temos no Brasil os crimes de injuria, difamação e calunia... Parece tudo igual, mas não são... Resumidamente: Calúnia é atribuir crime; Difamação: espalhar fato desonroso (independente de ser crime ou fato) e Injúria é o simples ato de xingar alguém. Somente calúnia deveria ser crime, o resto considero completamente descabido, e serve mesmo somente para blindar vagabundo influente.