“Ordem mundial está sendo desmontada pelos EUA”, diz Vieira
Segundo o ministro, o governo Trump parecem "buscar atuação que passa ao largo dos organismos internacionais"
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta terça-feira, 26, que o governo Trump está desmantelando a ordem mundial que vigorava desde o fim da II Guerra Mundial.
Segundo ele, os EUA buscam acordos bilaterais, ignorando os “organismos internacionais”.
“A ordem mundial está sendo desmontada. Os EUA parecem buscar atuação que passa ao largo dos organismos internacionais”, criticou Vieira, durante encontro com empresários.
“A OMC está em crise total e incapaz de se mover”, acrescentou o ministro, exemplificando a Organização Mundial do Comércio como uma das instituições fragilizadas.
Vieira disse que seguirá trabalhando para contornar o tarifaço de 50% estabelecido sobre as exportações de produtos brasileiros: “Não é razoável que o governo dos EUA prejudique empresas por interesses políticos e ideológicos. Seguiremos firmes na defesa das empresas e empregos no Brasil”.
Alívio?
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou, em 20 de agosto, um alívio nas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras derivadas do aço e do alumínio.
“Isso melhora nossa competitividade na área industrial”, afirmou Alckmin após reunião na Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Até o momento, o aço e alumínio já estavam sendo taxados em 50% pela tarifa anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Agora os produtos que contenham aço e alumínio em sua composição também estarão sujeitos a essa tarifa.
Com isso, as mercadorias brasileiras passarão a pagar a mesma taxa aplicada a outros países, o que aumenta a competitividade dos produtos manufaturados nacionais no mercado internacional.
O vice-presidente destacou que máquinas, equipamentos e motocicletas estão entre os produtos mais impactados com a medida.
Segundo Alckmin, o alívio beneficiará US$ 2,6 bilhões dos US$ 40 bilhões exportados para os EUA, ou seja, 6,4% do total das exportações.
“Fizemos a conta e dá US$ 2,6 bilhões de inserção de aço e alumínio nas exportações brasileiras, de US$ 40 bilhões de dólares, ou seja, 6,4% das exportações saem dos 50% e vão para a sessão do 232, o que torna igual nossa competitividade com o resto do mundo. Isso vai dar uma melhor na competitividade industrial”, disse.
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Comentários (1)
Jorge Irineu Hosang
27.08.2025 06:56O problema é que cada um só enxerga as instituições internacionais e honra acordos internacionais no que lhe apraz. Então, é o sujo, falando do mal lavado. Sim, o PT rasgou os acordos do GATT e da OMC com o INOVAR-AUTO, com o IOF majorado, com a proibição de o BNDES financiar produtos já nacionalizados e nem vou fala das barbaridades relacionadas a ONU e Direitos Humanos (proteger Hamas, Programa Mais-Médicos com Cubanos escravizados, arbitrariedades na operação no Haiti) e; sim, Trump, também desrespeitou com México e Canadá o que fora assinado no NAFTA que agora é o USMCA, desrespeita a ONU, a OTAN, a OMC, e tudo com aplicações de tarifas dando socos na mesa. E sobre esses aloprados que torcem para a extrema direita, e extrema esquerda, é isso que se tem, populistas que não ligam para a Lei, não ligam para acordos internacionais, e ainda contam com torcidas de tarados que só querem ver o circo pegar fogo na casa do vizinho, mesmo que para isso, o bairro todo se incendeie. E, o mais bizarro, é que ambos, são tchuchucas do Putin, logo, direita e esquerda é pra torcida, porque o que essa turma quer, é poder e tirania. O Mundo está uma verdadeira decadência. Loucura e devaneio em excesso, contra bom-senso e respeito as Leis e Acordos escasso. Estamos caminhando de volta a idade média.