“Mandaram para ele”, diz Valdemar sobre minuta de asilo para Bolsonaro
"Eu sei quem foi, mas não quero falar", afirmou o presidente do PL a jornalistas
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira, 25, que “mandaram” a minuta do pedido de asilo para Jair Bolsonaro na Argentina, sem dizer quem foi.
“Mandaram para ele, agora que eu entendi. Eu sei quem foi, mas não quero falar”, disse Valdemar a jornalistas.
“Mandaram para ele no celular. Não foi ele, porque ele nunca quis ir para lá, e se ele for para lá, ele não precisa pedir asilo, é só atravessar um rio que o Milei vai falar Bolsonaro”, acrescentou.
Pedido de asilo para Bolsonaro na Argentina
As investigações que resultaram no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por tentativa de obstrução de Justiça, a Polícia Federal encontrou mensagens de Jair planejando um pedido de asilo político na Argentina.
A corporação localizou no celular do ex-presidente um arquivo editável, sem data e assinatura, em que é feita a solicitação de asilo político em regime de urgência para ele.
A PF entende que o conteúdo revela que, desde fevereiro do ano passado, Bolsonaro planejou atos para fugir do Brasil, visando impedir a aplicação da lei penal.
Segundo a corporação ainda, foram extraídos do celular do ex-presidente áudios e conversas com o pastor Silas Malafaia e Eduardo que haviam sido deletados. Para a corporação, os registros reforçariam as tentativas de articulação para intimidar autoridades do Brasil e atrapalhar os inquéritos da suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023.
A minuta do pedido de asilo político encontrada tem 33 páginas. Seus meta dados indicam que foi criada por um usuário chamado Fernanda Bolsonaro. “Nesse sentido, é possível que o usuário em questão esteja vinculado à pessoa de Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, nora do ex-presidente e esposa do senador Flavio Nantes Bolsonaro”, diz a PF.
A corporação diz que, cerca de dois meses antes da última edição do arquivo, em 5 de dezembro de 2023, o ex-presidente informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que viajaria à Argentina entre 7 e 11 de dezembro.
“Os elementos informativos encontrados indicam, portanto, que o ex-presidente Jair Bolsonaro tinha em sua posse documento que viabilizaria sua evasão do Brasil em direção à República Argentina, notadamente após a deflagração de investigação pela Polícia Federal com a identificação de materialidade e autoridade delitiva quanto aos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito por organização criminosa”, pontua a Polícia Federal.
O relatório da corporação foi entregue ao Supremo Tribunal Federal.
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