Senadora do PDT quer convocar Carlos Lupi à CPMI do INSS
Leila Barros propõe que presidente do próprio partido preste esclarecimentos sobre irregularidades
A senadora Leila Barros (PDT), integrante da base do governo Lula no Congresso, protocolou um requerimento pedindo a convocação do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, presidente do PDT, seu próprio partido, para depor na CPMI do INSS.
“A presença do ex-ministro Carlos Lupi será fundamental para esclarecer pontos relevantes relativos ao escopo desta CPMI, permitindo que esta comissão alcance um diagnóstico preciso da situação e, ao final, apresente propostas efetivas de aprimoramento da Previdência Social”, afirma a parlamentar na justificativa para a convocação.
Além de Leila, apenas parlamentares da oposição solicitaram a convocação de Lupi.
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PDT no centro do escândalo
Lupi deixou o Ministério da Previdência em maio, em meio à crise dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. A saída ocorreu diante da percepção de que o ex-ministro não tomou providências para impedir as irregularidades.
O PDT se vê no centro do escândalo dos descontos indevidos, já que o Ministério era comandado pelo presidente do partido.
Nomes de confiança de Lupi ocupavam cargos de alto escalão no INSS e foram alvo de operação da Polícia Federal em abril, incluindo o então presidente do órgão, Alessandro Steffanuto, afastado e depois demitido por Lula.
Após a saída de Lupi, o PDT da Câmara deixou a base do governo, enquanto os três senadores da legenda permanecem alinhados ao Palácio do Planalto. O Ministério da Previdência passou a ser chefiado pelo secretário-executivo Wolney Queiroz, responsável pelos ressarcimentos prometidos pelo governo.
CPMI mira período entre Dilma 2 e Lula 3
Como mostramos, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, planeja ampliar as investigações para os governos Dilma 2, Michel Temer, Jair Bolsonaro e o terceiro mandato de Lula, abrangendo 15 anos de supostos desvios.
O objetivo é ouvir ex-ministros e presidentes do INSS desses períodos para mapear a entrada das entidades associativas e as fraudes nos sistemas do instituto.
Até sexta-feira, deputados e senadores havia apresentado mais de 700 requerimentos à CPMI, entre os quais pedidos de quebras de sigilo fiscal e telemático de pessoas ligadas ao ministério da Previdência.
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