María Corina Machado pede que venezuelanos desobedeçam Maduro
Sob pressão americana, ditador da Venezuela abriu alistamento para formar milícia
Em meio às pressões dos Estados Unidos sobre o regime chavista, a líder opositora venezuelana María Corina Machado (foto) convocou a população a “desobedecer” o ditador Nicolás Maduro, que marcou para este fim de semana uma jornada nacional de “alistamento das forças milicianas”.
“Hoje, novamente, desobedece; ignore-os, deixe-os sozinhos. Esses covardes querem te usar para aparentar força, quando a realidade é que estão se desmoronando. Pretendem que você saia para defendê-los enquanto eles se escondem”, afirmou Machado neste sábado, 23, em publicação nas redes sociais.
A líder opositora afirmou que o país presencia um dos últimos atos de uma “tirania que termina como começou: com mentira, chantagem, ódio e violência”.
María Corina acusou as autoridades chavistas de saquear o país, separar famílias, cometer crimes e violar direitos humanos. “Queriam quebrar as pessoas à base de terror e ameaças”, disse, mas a Venezuela “os deixou sozinhos”.
Ela dirigiu mensagens a funcionários públicos, militares, policiais, juízes, professores e trabalhadores e afirmou que o regime está chegando ao fim e que a unidade nacional permitirá superar a opressão e a miséria. “Não tenha medo. Você não está sozinho. Eles sim”, concluiu.
Congressistas dos EUA apoiam María Corina
Os congressistas americanos Carlos Gimenez e María Elvira Salazar declararam apoio ao chamado da oposição.
“Desde o Congresso dos Estados Unidos, apoiamos totalmente o chamado da libertadora da Venezuela María Corina Machado! Não há trégua com aqueles que destruíram a Venezuela. Isso vai até o fim”, disse Gimenez.
“María Corina está certa: chegou a hora de desobedecer à tirania e deixar sozinhos os covardes que saquearam, oprimiram e dividiram o país. Chega de medo, chega de submissão. O povo já falou e hoje o regime está acovardado”, afirmou Salazar.
Maduro convoca milicianos
Maduro convocou o alistamento de milicianos, reservistas e cidadãos para o “Plano Nacional de Soberania e Paz”, incluindo ações em quartéis, praças centrais e sedes de defesa integral, após o anúncio do patrulhamento de navios americanos no Caribe.
O ditador ordenou o deslocamento de 4,5 milhões de milicianos, em resposta à oferta de US$ 50 milhões do governo dos EUA pela captura de Maduro.
A Casa Branca afirmou estar pronta para “usar todo seu poder” contra o fluxo de drogas para o território americano, com o envio de 4.000 agentes, aviões, navios e lançadores de mísseis.
Em meio à convocação, centenas de venezuelanos compareceram a praças e quartéis no sábado, 23, como parte do chamado de Maduro para fortalecer a resposta diante de ameaças externas.
O ministro da Defesa, Vladimiro Padrino, definiu o alistamento como “eminentemente popular” e “voluntário”, em rejeição às “agressões imperialistas”.
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