O custo das salas VIP no Aeroporto de Brasília para órgãos federais
Espaços exclusivos atendem parlamentares, ministros e autoridades em deslocamentos oficiais
Salas VIP exclusivas para servidores de órgãos públicos federais e serviços de “fast pass” no Aeroporto de Brasília custam pelo menos R$ 3,7 milhões aos cofres públicos por ano, segundo levantamento do g1.
Entre os órgãos com salas reservadas estão o Senado Federal, a Câmara dos Deputados, o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Itamaraty.
As salas VIP públicas se diferenciam daquelas acessadas por cartões de crédito, programas de fidelidade ou passagens de primeira classe. Elas funcionam por algumas horas e têm uso restrito a situações de serviço ou deslocamentos de autoridades.
No Senado, a sala de 20 m² custa R$ 379,6 mil por ano e inclui transporte e acompanhamento de funcionários. Na Câmara, o espaço de 69 m² custa R$ 278,4 mil e atende parlamentares e servidores designados para suporte logístico.
O STF mantém sala de 50 m² com “fast pass” e transporte próprio, ao custo de R$ 420 mil anuais. O STJ paga R$ 818,9 mil por aluguel e serviços, e o Itamaraty desembolsa R$ 1,18 milhão por acesso a quatro salas VIP destinadas a autoridades estrangeiras.
TST vai construir sala VIP
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) também quer uma sala VIP no Aeroporto Internacional de Brasília.
Segundo a Folha de S.Paulo, a Corte, responsável por julgar recursos sobre questões trabalhistas e uniformizar a jurisprudência, gastará mais de 1,5 milhão de reais em dois anos para finalizar e manter o espaço.
Ao justificar a obra, o tribunal afirmou que “a forma como eram realizados os embarques e desembarques aéreos das autoridades propiciava a aproximação de indivíduos mal-intencionados ou inconvenientes, o que aumentava significativamente os riscos evitáveis para essas autoridades”.
Leia mais: A mamata do TST
Regalias para os ministros do TST
Quando utilizarem a sala VIP, que está localizada no andar superior do aeroporto de Brasília, os ministros do TST terão direito a acompanhamento pessoal por funcionários do aeroporto, ao custo de 284 reais por atendimento.
Com um mínimo de 50 atendimentos por mês, o benefício será válido também para voos pessoais, ou seja, sem finalidade profissional.
Os magistrados também terão direito a um carro privativo, para não terem que compartilhar os ônibus de translado interno do aeroporto com os demais passageiros.
O custo é de 144 reais por deslocamento.
Todas as regalias serão bancadas com dinheiro público.
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Comentários (1)
Sonia
23.08.2025 16:15Essas excentricidade dariam dignidade a muitas escolas brasileiras. Essas regalias da nobreza brasileira enoja demais.