Alesp debate tarifaço trumpista em seminário
Assembleia paulista promove encontro sobre comércio exterior em meio ao impacto de taxações dos Estados Unidos.
A Assembleia Legislativa de São Paulo realiza nesta segunda-feira, 25, às 15h, no Auditório Teotônio Vilela, o seminário Tarifas e Incertezas Globais: desafios para as economias brasileira e paulista.
A atividade é organizada pela Comissão de Relações Internacionais e acontece em momento de forte pressão sobre o comércio exterior brasileiro.
Desde 6 de agosto estão em vigor tarifas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos nacionais como café, frutas, pescado e carne bovina.
A medida deixou cerca de 700 itens fora da taxação, incluindo aviões, suco de laranja e combustíveis.
O agronegócio brasileiro foi o setor mais afetado, com impacto direto sobre exportações e empregos. A indústria pesqueira praticamente perdeu acesso ao mercado norte-americano e pediu apoio financeiro emergencial.
Empresas como a Embraer, mesmo beneficiadas por isenções parciais, enfrentam custos adicionais que afetam o planejamento estratégico.
O evento na Alesp será coordenado pelo deputado Paulo Fiorilo, presidente da Comissão de Relações Internacionais.
O colegiado tem se dedicado a ampliar o diálogo diplomático e comercial e, nas últimas semanas, recebeu representantes consulares da Itália, Alemanha e Japão para discutir cooperação econômica.
Diante das tarifas, empresários brasileiros têm buscado alternativas como a diversificação de mercados. A União Europeia, a China, o Mercosul e países do Sudeste Asiático, como Vietnã, Malásia e Tailândia, vêm sendo considerados como destinos prioritários.
A instabilidade das relações comerciais pressiona decisões de investimento e obriga companhias a rever estruturas financeiras.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou recentemente a atuação do vice-presidente Geraldo Alckmin nas negociações com Washington, elogiando sua capacidade de defender os interesses nacionais.
São Paulo, principal polo econômico do país, concentra empresas diretamente atingidas pela medida norte-americana.
O seminário deve discutir estratégias específicas para reduzir riscos e aproveitar oportunidades em novos mercados.
A atividade integra a agenda regular da Comissão de Relações Internacionais, que promove encontros para debater política externa e comércio internacional e para aproximar o estado de potenciais parceiros globais.
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