Netanyahu ordena “início imediato” das negociações por reféns
Declaração ocorre em meio à crescente pressão internacional e interna por uma solução para o impasse humanitário e militar em Gaza
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou nesta quinta, 21, o início das negociações para a “libertação de todos os reféns” mantidos em cativeiro pelo grupo terrorista Hamas e para o fim da guerra na Faixa de Gaza.
“(…) ordenei o início imediato das negociações para a libertação de todos os nossos reféns e para o fim da guerra, em termos aceitáveis para Israel. Essas duas coisas — derrotar o Hamas e libertar todos os nossos reféns — andam de mãos dadas”, disse o premiê, em vídeo divulgado no perfil do gabinete oficial.
A fala ocorre em meio a forte pressão internacional e interna sobre o governo israelense para encontrar uma solução para o prolongado conflito em Gaza.
Embora o Hamas tenha aceitado no início desta semana uma proposta de acordo limitada, que incluiria a libertação parcial dos reféns, Netanyahu não rejeitou oficialmente essa possibilidade.
No entanto, o premiê afirmou que só aprovará um acordo que garanta a libertação de todos os reféns.
“Ainda existem 50 pessoas sequestradas pelo Hamas em Gaza. Dentre elas, aproximadamente 20 vivos. A volta desses reféns para Israel faria com que o conflito fosse interrompido de imediato e iniciasse a normalização da vida em Gaza”, afirma o representante do Fórum das Famílias dos sequestrados e desaparecidos para o Brasil, Rafael Azamor.
Resistência interna
O desejo de Netanyahu de colocar em prática um plano de ocupação da Faixa de Gaza foi rejeitada por altos comandantes dentro de Israel.
O chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, afirmou que a ofensiva colocaria em risco tanto os soldados israelenses quanto os reféns mantidos pelo Hamas.
Além de Zamir, outros 19 ex-altos oficiais militares, de inteligência e de polícia também criticaram o plano.
Eles temem um agravamento na instabilidade local e o risco de guerrilhas prolongada no território palestino.
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