SP: Reservatórios no menor nível desde crise hídrica de 2015
Reservatórios somam até 41,6% da capacidade após agosto registrar chuvas muito abaixo da média histórica
O volume de água armazenado nos sete principais reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo chegou nesta quarta, 20 de agosto, ao menor patamar desde a crise hídrica de 2015.
Os dados da Sabesp indicam que o nível conjunto variava entre 39,6% e 41,6% da capacidade total.
A redução é consequência do baixo índice de chuvas em agosto, que ficou bem abaixo da média histórica. No sistema Cantareira, por exemplo, foram registrados apenas 0,5 milímetro de precipitação, contra uma média de 34,2 milímetros.
O mesmo cenário se repetiu em outros sistemas, como Alto Tietê, Guarapiranga e Rio Grande.
Em comunicado, a Sabesp afirmou que não há risco de racionamento no momento.
A diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da empresa, Samanta Souza, explicou que as chuvas de julho representaram apenas 27% da média esperada, mas que as reservas atuais ainda garantem a segurança do abastecimento.
Especialistas em recursos hídricos avaliam que a recuperação do nível dos mananciais depende do retorno das chuvas regulares, esperado apenas para meados de setembro ou outubro. Até lá, a orientação é manter o consumo consciente para evitar que a situação se agrave.
A Região Metropolitana de São Paulo depende desses sistemas para o fornecimento de água a cerca de 21 milhões de pessoas.
O último episódio crítico, em 2015, levou o governo estadual a adotar medidas de contingência, incluindo bônus e sobretaxa no consumo.
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