Gari foi morto com arma apreendida na casa de empresário, diz laudo
Revólver pertence à delegada Ana Paula Balbino Nogueira, esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior
Peritos da Polícia Civil confirmaram que a arma usada para matar o gari Laudemir Fernandes é a mesma que foi apreendida na casa do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, principal suspeito do crime. O revólver, calibre 38, pertence à delegada Ana Paula Balbino Nogueira, esposa de Renê, e não à arma funcional utilizada em serviço.
O revólver foi recolhido na residência do casal em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte, no dia do crime. Laudemir foi atingido no abdômen por um único disparo, que perfurou órgãos vitais e provocou hemorragia interna intensa, segundo o laudo do Instituto Médico Legal (IML).
Desde o dia do homicídio, Renê nega envolvimento, enquanto a delegada segue sendo investigada pela Subcorregedoria da Polícia Civil, mas permanece no exercício da função.
Quem é Renê da Silva Nogueira Júnior?
Renê Júnior, de 47 anos, teve a prisão preventiva decretada na quarta-feira, 13, pelo Ministério Público. No dia seguinte, a Justiça autorizou a quebra de sigilo telefônico do empresário. Em vídeo divulgado pela polícia, ele aparece abatido ao ser informado de que permanecerá detido.
Casado com a delegada Ana Paula, Renê havia iniciado atividades na Fictor Alimentos LTDA há menos de duas semanas.
Ele já ocupou cargos de liderança em grandes empresas do setor de alimentos e bebidas e mantinha perfis ativos em redes sociais, que foram excluídos após o crime. A Fictor informou que o empresário não tem mais vínculo com a empresa e manifestou solidariedade à família da vítima.
Briga de trânsito
O homicídio ocorreu no bairro Vista Alegre, região oeste de Belo Horizonte. Um caminhão de lixo estava parado quando o carro de Renê se aproximou. Ele teria sacado a arma e ameaçado a motorista, antes de atirar contra Laudemir, que fazia a coleta.
“O condutor falou com ela: ‘se você esbarrar no meu carro, vou dar um tiro em você. Você duvida?’. Ela entrou em choque, e os coletores começaram a falar pra ele não fazer isso. Foi quando um deles, o Laudemir, levou um tiro”, disse o sargento da Polícia Militar, Thiago Ribeiro.
Laudemir foi socorrido e levado ao Hospital Santa Rita, em Contagem, mas não resistiu.
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