PUC-SP apura autoria de símbolo nazista em campus
Desenho de suástica e mensagem política surgem em lousa, marcando o segundo caso de manifestação de ódio na universidade em 2025
A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) investiga a origem e possível autoria do desenho de uma suástica em uma lousa no campus Monte Alegre, zona oeste de São Paulo. O símbolo nazista foi encontrado na tarde de ontem, 14, acompanhado de mensagem contra o presidente Lula (PT) e o acrônimo “SS” (abreviação de “Schutzstaffel!, organização paramilitar ligada ao Partido Nazista e a Adolf Hitler na Alemanha nazista, e mais tarde na Europa ocupada pelos alemães, durante a Segunda Guerra Mundial).
A universidade instaurou procedimento para apurar a autoria e responsabilidade do ato.
Contexto do incidente
A sala onde o desenho foi descoberto é usualmente utilizada para aulas de psicologia. O centro acadêmico do curso se manifestou, afirmando não ser conivente com a relativização de atos nazistas. Segundo a Folha, a vice-reitora da instituição, Carla Reis Longhi, determinou a imediata apuração.
Em nota, Longhi declarou: “Considerando a gravidade do fato, que fere frontalmente os valores institucionais da PUC-SP, pautados pelo respeito à diversidade, pela promoção dos direitos humanos e pela construção de uma cultura de paz […] determino a imediata apuração da autoria, circunstâncias e eventual responsabilidade relacionadas ao referido ato”.
Histórico de manifestações de ódio na PUC-SP
Este não é o primeiro registro de mensagens de ódio na universidade neste ano. Em março, um banheiro foi pichado com ameaças contra árabes, contendo frases como “a PUC não é para árabe”, “a PUC é nossa” e “a reitoria é nossa”, junto a estrelas de David.
A direção universitária apagou as pichações e iniciou investigação na época. No fim de 2023, uma reportagem da Folha já havia abordado o mal-estar e os traumas na comunidade acadêmica. O conflito Israel-Hamas elevou as tensões no campus. Manifestações de apoio a palestinos foram interpretadas como antissemitismo, e estudantes judeus, por sua vez, associados aos ataques em Gaza.
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