“Foge hoje das penas exorbitantes do STF”, diz advogado de Zambelli
Defesa afirmou, contudo, que a deputada não se recusa a cumprir pena no Brasil
O advogado Fábio Pagnozzi, responsável pela defesa da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), afirmou nesta sexta-feira, 15, que a parlamentar “não se opõe a cumprir pena no Brasil”, mas que ela “foge, hoje, das penas exorbitantes” do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Ela [Carla Zambelli] não se opõe a cumprir pena no Brasil, o que a Carla sempre disse é que ela quer estar em um país que ela pode ser julgada por pessoas imparciais. Então, o momento atual do governo aqui é onde a Carla não quer ser julgada ou cumprir pena. Ela foge, hoje, realmente das penas exorbitantes e penas ideológicas do Supremo Tribunal Federal”, disse à GloboNews.
Pagnozzi citou a condição de saúde de Zambelli, que passou mal durante audiência na Itália na quarta, 13, para contestar a possível nova pena da deputada pelo caso da perseguição armada antes da eleição de 2022.
“A questão de saúde é a número 1. A deputada, como todos sabem, ela tem inúmeros problemas de saúde, dentre eles problema de coração, ela retirou um tumor do cérebro anos atrás. São, realmente, vários problemas que não são compatíveis com a carceragem”, acrescentou o advogado.
Na véspera, Pagnozzi disse que Zambelli está em greve de fome.
A parlamentar foragida foi condenada a 10 anos de prisão por invadir o site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Prisão na Itália e extradição
A prisão de Carla Zambelli na Itália ocorreu no fim de julho, em um apartamento localizado no bairro Aurélio, em Roma.
Até então, ela estava foragida da Justiça brasileira havia quase dois meses.
A ordem de sua detenção definitiva foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em junho, período em que a deputada já não estava no país.
Moraes também determinou que o Ministério da Justiça formalizasse o pedido de extradição, fundamentado no tratado firmado entre Brasil e Itália.
A decisão do STF igualmente previu a perda imediata do mandato parlamentar da deputada, com comunicação ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Zambelli foi enviada ao presídio feminino Rebibbia, em Roma, uma instituição que abriga 369 mulheres, número superior em quase cem à sua capacidade total.
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